sábado, 30 de julho de 2011

Aniversário do Jeep

23 de julho é uma data muito especial para quem gosta de automóvel e de seu desenvolvimento.
Dentro da relativamente longa história do veículo automotor – que registra oficialmente 125 anos, alguns modelos fizeram a diferença e foram capazes de mudar o seu rumo. Facilmente podemos citar o Ford modelo T, o VW Sedan/Fusca e o nosso velho e conhecido Jeep, dentre outros. Se estreitarmos o foco para veículos com tração 4x4 ou militares, o principal ícone dessa narrativa é, indiscutivelmente, o Jeep, independente de sua versão, tipo ou modelo. Um carro diferente para os padrões de sua época de criação, mas que empolgou – e ainda empolga, a todos que tiveram contato com ele e seus descendentes. Porém, toda a lenda tem sua magia, e a do Jeep não foge a essa regra.
No melhor estilo Rei Arthur ou São Jorge, sua data de nascimento é nebulosa, confusa e imprecisa, cheia de histórias e contos transmitidos de geração a geração, com provas que ora confirmam a sua existência ou, ainda, com uma nova e emocionante versão desta, que consolidam a personalidade de um verdadeiro mito. Nem a origem do nome "Jeep" é precisa (imagine ainda como é o seu DNA, que vem de ancestrais com alcunha estranha, tais como Quad, Pigmy ou Bantam, sem falar nos Dana, Spicer ou Continental...).
Mas, voltando à realidade dos fatos e à época de seu nascimento, havia uma enorme quantidade de protótipos de larga escala e uma verdadeira "briga" entre Bantam, Willys e Ford, sobre a sua paternidade. Com tudo isso, fica difícil dizer quando realmente nasceu o primeiro "Jeep de verdade" (os MA's e Quad's podem ser considerados ancestrais pré-históricos, e os GPW só em 1942...).
Após uma pequena pesquisa, entendemos que uma data poderia ser identificada como a de sua "certidão de nascimento", que seria então a de 23 de julho de 1941. Nessa data, o Corpo de Intendência do Exército dos EUA concedeu a Willys-Overland Motors Inc. o contrato para fabricação do Jeep, com um pedido inicial de 16.000 veículos. A partir daí, os Willys MB começaram a ser produzidos em série, e o resto da história todos nós conhecemos. Passados 70 anos, amanhã é 23 de julho. Longe de querer criar uma data comemorativa, dia mundial ou coisa do gênero, o Jeep Clube do Brasil convida você para uma reflexão sobre aqueles tempos (o contexto do mundo de então e as necessidades da época), a importância do Jeep no desenvolvimento econômico do pós-guerra, chegando até a atualidade, com todas as preocupações ambientais e os desafios relacionados com a sustentabilidade de nossa atividade – seja ela de preservação das velhas viaturas ou da prática do que hoje conhecemos como off-road. Obviamente, a melhor forma de fazer essa reflexão é tirar o seu Jeep da garagem, independente do tipo ou modelo. Rode com ele alguns quilômetros, encontre seus amigos, faça novos amigos, conte sua história...
Afinal, Jeep só existe um.
Jeep Clube do Brasil - 30 anos

E vejam ainda a observação especial que Pinotti, nosso grande amigo e entusiasta, fez a respeito:
Amigos, para mim o primeiro Jeep foi o Batan Blitz Buggy, logo apelidado de Old Number One, apresentado ao mundo no campo de teste do exército em Holabird, Maryland em 23 de setembro de 1940. Então essa deveria ser a data de nascimento do Jeep.
Seguem texto e fotos, incluindo a foto do pai da criança, o Sr Karl Prosbt, o primeiro à esquerda.
Only two companies entered: American Bantam Car Company and Willys-Overland Motors. Though Willys-Overland was the low bidder, Bantam received the bid, being the only company committing to deliver a pilot model in 49 days and production examples in 75. Under the leadership of designer Karl Probst, Bantam built their first prototype, dubbed the "Blitz Buggy" (and in retrospect "Old Number One"), and delivered it to the Army vehicle test center at Camp Holabird, Maryland on September 23, 1940. This presented Army officials with the first of what eventually evolved into the World War II U.S. Army Jeeps: the Willys MB and Ford GPW.

domingo, 3 de julho de 2011

Veterano lança livro

O link abaixo noticia o lançamento do livro "Pensamentos", de nosso amigo e veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) José Marino, 91 anos. Estivemos com ele e sua família e nos sentimos parte dela. Somos gratos pela receptividade e continuamos com nosso compromisso de fazer o melhor possível pela memória de milhares de brasileiros(as) que lutaram na Segunda Guerra Mundial, sem o devido reconhecimento de sua Pátria.

Durante o evento, colocamos José Marino em contato com o Ten-Brigadeiro Rui Moreira Lima, 92 anos, nosso grande amigo do "Senta a Pua". Foi emocionante.

Avante José Marino !!

domingo, 26 de junho de 2011

New books

Women at War 1939-45 (Men-at-Arms) [Paperback]
By: Jack Cassin-Scott, Angus McBride

The M-1 Helmet of the World War II GI [Hardcover]
By: Pieter Oosterman

Brazilian Expeditionary Force in World War II (Men-at-Arms) [Paperback]
By: Ricardo Bonalume Neto, et al

Jeeps 1941-45 (New Vanguard) [Paperback]
By: Steven Zaloga, Hugh Johnson

GI Collector's Guide, Vol. 2: U.S. Army European Theater of Operations [Hardcover]
By: Henri-Paul Enjames

GI Collector's Guide: Army Service Forces Catalog, U.S. Army European Theater of Operations [Hardcover]
By: Henry-Paul Enjames

domingo, 12 de junho de 2011

O Jeep chegou...

Olá a todos

Gostaríamos de comunicar a todos que, finalmente, após um ano de laborioso esforço de André Koelzer e Alex Gerhardt, temos agora (e desde sexta-feira) o Jeep Willys s/n 174849 DOD 17.9.1942 em nossa garagem, sendo que os primeiros passageiros foram M C Spinosa e Senhora, e Fábio Barato e Senhora. Sendo um dos primeiros condutores, o Sr. Spina.

Durante todos estes dias, os contatos telefônicos com Gerhardt foram de primordial importância para o perfeito funcionamento da viatura. Detalhes do LEGO de adulto, nas próximas mensagens. A primeira viagem ocorreu da Cegonha em Ribeirão Preto, a Jaboticabal, 11.6.2011, 22h30 com baixíssimas temperaturas. Sem capota, com Ana comboiando atrás e sem problemas até Jaboticabal.

Roupa utilizada - parka com liner em lã grossa original de 1944, Olive Drab, com capuz...

Fotos em breve....

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sangue do Brasil Medal

We know an old guy in Araraquara, who was hurt on World War II while fighting with Brazilian soldiers against Axis, in Northern Italy. José Marino has 91 years old, did earn his award but due of a material problem remains today without the "Sangue do Brasil Medal".

Thanks to Milton Basile and his friends, from Sao Bernardo do Campo SP, we are finishing details to a ceremony in Araraquara SP, just to give the medal to Mr. José Marino.

I have some documents at:

Great chances to do that August 22, holiday to remember Araraquara foundation date.

sábado, 4 de junho de 2011

More Movies from Colonna

Mister Marco Cesar Spinosa share with me some videos. These are special because we, brazilians, are on... Check the link, and the correct time to find us during Colonna della Libertá 2011, around Verona(Italy).

We are using two different Dodges 1942, with brazilian flags and old brazilian uniforms from World War II.

Thanks to Giovanni e Lorenzo Sulla, Roberta Minuti e Gabriel Corrado Pontello

http://youtu.be/z_wdpLGk7Fo  ( 3,05 a 3,19 )

sábado, 28 de maio de 2011

DUKW x Dodge

A Dodge 1942 é o novo sonho de consumo aqui. A idéia era termos, no máximo, dois veículos militares antigos em casa. A Dodge, por ser mais pesada, poderia ser conduzida aqui pelo cavalheiro, e o nosso Jeep 1942, um pouquinho mais leve (nem tanto!), pela WAC Nurse da casa.

E falando em Dodge, não dá deixar de para reprisar a história contada pelo Spinosa (ABPVMA), de São Paulo Capital. O artigo foi "repaginado" e algumas fotografias foram incluídas, antes de ser lançado no site do Scribd. Está no formato PDF e pode ser lido a partir do seguinte link:


Bom divertimento.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Continuamos com M606/CJ3B

Abaixo, mais material sobre M606 e CJ3B obtido das mensagens trocadas na lista de discussão do CVMARJ. Aqui, o foco andou sobre as capotas e os pontos de conexão e distinção entre a versão militar e civil.
Bom proveito.



A capota do M 606 é essa aqui no anexo. A do CJ3B varia de acordo com o país. – Ricardo

(nota do blogueiro – obviamente, não colocamos o anexo aqui, basta que o leitor parta para a pesquisa. Em relação a capota, a discussão aponta para diferenças entre a versão militar e a civil)


Olhei a foto em anexo, o jeep que está na foto para mim é um CJ3B. Do que eu sei (e não sei muito), nos M606 o velocímetro é central e não tem diversos relógios. Para mim tanto faz a capota de um e de outro, os dois jeeps são iguais com leves diferenças entre um e outro. Gisele Braga


A grande dica do Kaiser M606 para um CJ é o freio de mão no painel, no alto atravessado. Já um CJ o freio de mão é mais abaixo e o cabo é semelhante ao cabo de guarda chuva. – Leandro.


Tenho fotos de carros que foram dos Paraquedistas aí do Rio. Alguns dos carros alienados vieram para Brasília. A capota que está nas Viaturas Militares é a da foto tirada do site CJ3B. Não entrei no mérito do carro, se CJ3B ou M 606, até porque, sei pouco do GPW, CJ3A e Engesa, mas de M 606 ou CJ3B vcs é que são os doutores meus caros amigos. Quem se interessar pelas fotos dos Jeeps do EB pqd posso scanear, mas acredito que o pessoal do Rio deve ter muitas fotos dos carros do EB por aí. Assim, os carros que vieram do Rio para Brasília, vieram com esta capota. Segue meu arquivo sobre o jeep em questão. Tem uma foto legal, com um M 606 na linha de produção com um cj5 ou m 38.  – Ricardo

(novamente, deixamos de colocar as fotos, já que a intenção é apenas fomentar a pesquisa e há diversos sites especializados no CJ e M606, especialemente no exterior – nota do blogueiro)

M606/CJ3B - mais...

Algumas indagações sobre o M606/CJ3B, reproduzidas da lista CVMARJ e focando basicamente pneus e cor do veículo.

A fama do M 606 é o de ser mesmo duro e pular que nem cabrito. O pessoal da antiga me confirmou que realmente o bicho é pesado. O Zezinho recomenda a retirada de uma lâmina do feixe de molas. Como sou purista achei uma heresia tal pecado. Meu M 606 está com o arranjo original. O Muralha desenvolveu um trabalho bem completo do M 606. Este trabalho estava disponível no site do CVMARJ antes da reestruturação. Eu tenho uma cópia e encaminho a parte que apresenta as alturas do carro e aspectos dos pneus.
Quanto ao motor te confesso que nunca tive a curiosidade de pesquisar sobre a árvore genealógica dele, mas é um bom ponto, assim como o motivo dos pneus 700, para pesquisa.
Vendo a foto de seu jeep vi que o chassis é preto. Este aspecto trás um argumento de que ele é um CJ3B militarizado, ou seja nasceu CJ3B. O chassis do M 606 era verde. Mas na longa vida dele podem ter trocado a cor. Mais um mistério – Paulo


Envio a foto do meu jeep, a pergunta do meu vizinho foi sobre os jeeps da época do meu e da época dos "patinha". Ele perguntou mais especificamente do meu, como surgiu a idéia e como foi adaptado para este jeep considerando que este é mais alto que os outros. Chegou a me perguntar se viriam dos Dodge WC-57 ou se veio da Dodge M37.
Realmente ele me fez pergunta de prova, eu acho que não veio de nenhuma das duas, mas quando eu não tenho certeza não abro a boca. – Gisele


Os M 606 foram usados na guerra do Vietnam. Muita vezes achamos que esta guerra foi apenas entre americanos e vietnamitas. Mas não, teve a França e a Espanha. Existem sites que mostram muitas fotos. Manda uma foto do pneu.
Ricardo


Ontem conversando com um vizinho ele me fez a seguinte pergunta:
- Este teu jipe tem pneus diferentes daqueles da segunda guerra, como foi a engenharia para chegar neste pneu? Adaptaram de um caminhão? Não soube responde, falei a ele que pesquisaria sobre o assunto e depois o responderia. Não consegui pesquisar, por motivos óbvios, ser um preservacionista de M606/CJ3B é cair na desinformação, pois pouco sabemos dos nossos carros. Pesquisar sobre MB42, GPW entre outros fica mais fácil pois existiram guerras que marcaram a atuação deles mas e os M606?  São os "patinhos feios".
Quem puder me ajudar, pois eu não sei qual a engenharia que foi dada aos pneus, sei que o motor veio de uma adaptação de um protótipo de caminhão que foi estudado em 1929 se não me engano (me corrijam se eu estiver errada), mas e os pneus? – Gisele Braga

domingo, 15 de maio de 2011

Com fotografia e melhor diagramação em http://pt.scribd.com/doc/55488849/Ficha-de-Sd-Joao-Lansillote

Esta é a ficha do soldado João Lansillote, pai de Anne, nossa amiga carioca. Os dois estiveram conosco na Itália em 2010, para comemorações dos 65 anos da participação da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial.


O texto é oficial e deve ter sido transcrito pelos parentes do querido veterano da FEB. Não houve correção de qualquer espécie. Para facilitar a leitura, excluí os meses sem alterações e editei a formatação dos parágrafos.

CÓPIA AUTENTICA:- MINISTÉRIO DA GUERRA – 1º EXÉRCITO – 1ª DIVISÃO DE INFANTARIA EXPEDICIONÁRIA – COMPANHIA DE INTENDÊNCIA – LIVRO DE ALTERAÇÕES

SOLDADO JOÃO LANSILLOTE

ANO DE 1944:-
JANEIRO:- a 18, foi transferido da 1ª Cia Int. Reg., tendo se apresentado na mesma data, sendo incluído no estado efetivo desta Unidade.
MARÇO:- a 14, tomou o nº 66.
MAIO:- a 17, foi identificado sob o nº 1G-289.748.
SETEMBRO:- a 20, deslocou com o 2º escalão, com destino a além-mar.
NOVEMBRO:- a 28, o 2º Tenente Claudio Mendes da Silva, se expressou nos seguintes termos: soldado nº 66, tudo fez para cumprir a contento a missão que lhe foi afeta, atenta ao trato da viatura que lhe estava distribuída, proporcionado, digo, proporcionando-lhe o máximo de assistência isto é confirmado pelo estado de funcionamento e conservação em que a mesma se apresentou nas missões de transporte de tropas; a 29, foi público ter se deslocado no dia 24 do corrente da região de Pisa ( Staging Area), (Via S. Rossore), para Pistóia, acantonado na Via Nazario Sauro nº 214.
ANO  DE  1945:-
ABRIL:- a 11, foi público fazer jus a transcrição da nota de comando nº 10, publicada no Bol. Int. nº 48 de 17-II-945, desta Unidade, que se segue: “V EXÉRCITO – IV CORPO – 1º D. I. E. – ESTADO MAIOR – 1ª SEÇÃO – ITÁLIA, 15 de Fevereiro de 1945 – NOTA DE COMANDO Nº 10 – OS MOTORISTAS DA F. E. B. – Diariamente, entre a extensa frente da Divisão Brasileira e os órgãos provedores do Vº Exército, circulam pelas estradas nos dois sentidos, como o sangue que as veias e artérias leva a vida ao organismo, os comboios que transportam também os meios de vida e de combate para as unidades da F. E. B.   E no ruído desses veículos que rolam dia e noite adivinha-se a alma brasileira dos homens que os conduzem ao destino certo, sejam boas ou más as condições do tráfego,  esteja clara ou nebulosa a visibilidade. – Bravos motoristas que mereceis a nossa admiração, por certo o vosso olhar seguro transmite ao vosso volante a vossa vontade, porque sabeis que a preciosa carga que conduzis é o alimento para a nossa gente que combate,  ou o carburante que aciona os motores, ou a munição que levará a morte às fileiras inimigas. – O ruído que deixais em vossa passagem, característico da força do carro que conduzis, esse ruído que vos acompanha e que vos parece, bravos profissionais do volante, música encantadora, qual o hino que a máquina entoa pela vitória do nosso Brasil sempre lembrado, é bem o símbolo da vossa fortaleza de ânimo; ele não vos deixa distrair, ele vos afasta do sono muitas vezes exigido pelo continuado e estafante labor, ele vos acompanhará durante vossa permanência aqui, como vos não deixará quando, longe da guerra, estiverdes a gozar a bendita paz, na abençoada Pátria Nossa, na terra incomparável do Brasil.  Bravos motoristas da F. E. B. ! Fizeste jus, pela vossa constância e dedicação, à confiança dos vossos camaradas chefes, e ao respeito dos vossos compatriotas. (a) GEN DIV JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAIS - Comandante da 1ª D. I. E. – F. E. B.)”. A 17, com o Mem. nº 72 S/A, de 17/IV/945, foi mandado apresentar ao Sr Major Adjunto do S. I., em Pistóia, com a viatura G. M. C. de 2  ½  ton.  nº 20.  A 17, foi público a seguinte referência elogiosa: A confirmação, digo, a continuação da ofensiva das forças do IV Corpo de Exército, com a participação da 1ª D. I. E. e da 10ª Divisão de Montanha, justaposta proporcionou as nossas armas, como aos nossos vizinhos, uma série de magníficos triunfos, de 3 a 7 de março corrente, que culminaram na conquista da cidade de Castelnuovo, merecendo a atuação de todos os elementos uma honrosa apreciação do Exmo Sr Gen Cmt do IV Corpo, que abaixo se transcreve:- “General Cmt. da 1ª D. I. E. e F. E. B.  1 – Vós e os oficiais e praças sob o comando são, por esta elogiados pelo cumprimento das várias missões no decorrer da operação ofensiva realizada a direita da zona do IV Corpo de 3 a 7 de março de 1945.  No fim da fase, a Divisão Brasileira, mais uma vez estava  nos objetivos que lhe haviam sido designados. 2 – A missão defensiva do 1º R. I. reforçado sob o comando do General Zenóbio da Costa, estendendo-se de Pizzo de Campiano até ponto 1053 garantiu a segurança do exposto flanco esquerdo da operação. A agressiva sondagem para NE, bem dentro do território inimigo resultou no desmantelamento de suas reservas que progrediam e na captura de numerosos prisioneiros com a correspondente e valiosa identificação de unidades em nossa frente.  Cada patrulha ou golpe de mão tentados pelos inimigos, foi ràpidamente rechaçado, sendo-lhe imposta perdas em homens e material que ele não podia permitir. 3 – No front Norte o 6º R. I. e o 11º R. I., deslocaram-se agressivamente para limpar o terreno de cada bolsão de resistência e numa explêndida coordenação com o ataque principal, avançaram para o importante ponto forte de Castelnuovo, sobrepujando o inimigo naquela elevação dominante. 4 – A Artilharia Divisionária sob o Comando do General Cordeiro de Faria, bem como outras tropas de apoio desempenharam-se bem de suas importantes missões e prestaram um auxílio relevante quando e onde era necessário.  5 – Estou satisfeito com mais esta demonstração de espírito ofensivo do pessoal da 1ª D. I. E. das Forças Expedicionárias Brasileiras. Cada oficial e praça que tenha tomado parte nessas operações, deve se calorosamente cumprimentado. (a) Willi D. Crittenberger, Major General U. S. Army Comandant.”  - É a segunda  vez, no curto espaço de quinze dias que o Gen. Cmt do IV Corpo distingue nossa Divisão com um juízo positivo sobre a sua participação nas operações. É por isso mesmo com satisfação que dou conhecimento a todos os componentes da F. E. B. das expressões contidas no documento enviado por aqueles Chefes, aproveitando o ensejo para transmitir a 1ª D. I. E. a expressão dos meus agradecimentos e as mais calorosas felicitações aos quadros, a tropa e aos serviços em geral, pela fidelidade com que se desincumbiram das pesadas tarefas que lhes tocaram, agindo com energia, coragem invulgar e perfeito ascendente sobre o poderoso inimigo com que defrontaram-se. É justo entretanto salientar os esforços daqueles que particularmente o merecem ser graduados e mais ligados ao Cmt da Divisão. (Do B. I. nº 86, de 27-III-945, da 1ª D. I. E. A 18, foi público ter se deslocado com a Cia. De Pistóia para Pamperso, na região de Silla, dia 14-4-945.
MAIO:- A 29, o Sr Cmt da Cia., em referencia elogiosa assim se expressou: Desde o início do meu Comando, ainda no Brasil, que venho observando a exemplar conduta do Sd nº 66 – JOÃO LANSILLOTE, do 2º Pelotão de Viaturas. Motorista de primeira classe, atencioso e dedicado ao serviço, relevante, tem sido sua participação no esforço de guerra.  Em qualquer serviço para o qual foi destacado o Sd Lansillote sempre se desincumbiu de seus misteres com a elevação moral e a nítida compreensão do dever, que só em possuir aqueles que estão imbuídos do verdadeiro sentido da grandiosa missão da F. E. B. neste T. O. A sua viatura rodou milhares de milhas, sob as dificuldades próprias da guerra numa região acidentada, tendo sido notável a sua atividade, como motorista no decurso das operações no Vale do rio Serchio e na campanha do Vale do rio Reno. Congratulando-me com o seu Cmt de Pelotão, pela circunstância feliz de ter sob seu comando um comandando tão  valioso, cumpro também, nesta oportunidade, o grato dever de louvar o Sd LANSILLOTE, pelo o seu excepcional devotamento ao trabalho, disciplina consciente, excelente formação moral, pontualidade, dedicação e boa vontade. A 30, o Sr Cmt da Cia. em referência elogiosa se expressou:  Hoje, examinado detidamente o que se passou durante a fase final das operações da Divisão, nestes últimos dias de guerra, é que se pode apreciar do quanto é capaz o nosso soldado, que imbuído de um grande espírito de sacrifício e devotamento ao serviço, chega mesmo ao ponto de renunciar as conseqüências a que possa vir a ser arrastado pelo estado de saúde abalado pelo trabalho continuado, com o fito único e exclusivo da glória pelo dever cumprido. No Pelotão de meu Comando pude observar que não se tornou necessário uma só palavra de estímulo, para que no momento oportuno, movidos pelo acentuado espírito de abnegação e sacrifícios, os homens tiveram seus esforços redobrados.  É, pois, com misto de orgulho e prazer que cumpro o dever de justiça de trazer a público os meus agradecimentos e louvores ao Soldado Motorista JOÃO LANSILLOTE.
JUNHO:- A 22, o Exmo Sr General João Batista Mascarenhas de Morais, Cmt do 1º Escalão as F. E. B., com referência a carta de 17-V-945, do Exmo Sr Gen Mack W. Clark Cmt do 15º Grupo de Exército na Itália, palavras que exprimem reconhecimento, elogiou-o nos seguintes termos: “A vitória sobre as tropas alemães na Itália foi ganha por uma reunião de forças militares de origem tão diversa, talvez como nenhum grupo de exército jamais o foi e significa acima de tudo a devoção à liberdade e a convicção de um ideal justo são suficientes para manter unidos os combatentes e os serviços de Suprimentos de diferentes países e de diferentes idiomas e costumes. A F. E. B. teve uma parte importante na longa Campanha agora felizmente terminada. O ataque para noroeste entre a 1ª Divisão Blindada e a 92ª D. I. foi uma contribuição vital para a nossa vitória e a captura da 148ª D. I. Alemã, trouxe novo brilho para a glória das armas brasileiras. Depois a Divisão continuou seu movimento para Oeste, em forte perseguição aos alemães. Foi um privilégio ter a F. E. B. como parte do 15º Grupo de Exército.  (Coletivo).  – (B. I. nº 161, de 13-VI-945, da 1ª D. I. E.)”
JULHO:- a 6, foi público ter se deslocado de Alessandria para a área de estacionamento em Francolise, no dia 2 do corrente.  A 12, foi público o seguinte: Desligamento da 1ª D. I. E.  – Em conseqüência do deslocamento da 1ª D. I. E. da área de estacionamento de Alessandria para a de Francolise, fica nesta data desligado do  Vº Exército e o IV Corpo.  Uso de Distintivos:- Estando já a 1ª D. I. E.  desligadas do 5º Exército e do IV Corpo, determino que todas as praças da F. E. B. não mais poderão usar o distintivo daquela Unidade.  No dia 1º de julho somente o distintivo da F. E. B. deverá ser usado. No 27 de acordo com a parte s/nº de 27-VII-945, do Sr Chefe do Destacamento de Saúde foi-lhe convir ficar dispensado de instrução e serviço por 48 horas, para tratamento.
AGOSTO:- A 12, foi público ter seguido a 11-VIII-945, pelo navio “Mariposa”, com destino ao Brasil, constituindo o 2º escalão desta Unidade.
SETEMBRO:- A 22, foi público em aditamento ao Boletim Interno nº 245, dessa data, ter a 22-8-945, chegando, de regresso do Teatro de Operações da Itália, a bordo do navio transporte “Mariposa”, no porto do Rio de Janeiro, Brasil, desembarcando e deslocando-se para Realengo, onde acantonou.  Na mesma data, foi-lhe entregue a medalha de campanha, instituída pelo Decreto nº 16.821, de 13-X-944, e a medalha comemorativa da F. E. B. na Campanha da Itália, conferida pelo Exmo. Sr. General Cmt da 1ª D. I. E., conforme Boletim Interno nº 175, de 29-VI-945, como premio a quem mais se distinguiu no T. O. da Itália, pelas qualidades de cumprimento do dever, ou de espírito de disciplina e que assim se tornou merecedor dessa recompensa. A 29, ficou adido a Cia. da Polícia Militar para fins de vencimentos e Vantagens e licenciamentos.
CONFERE COM O ORIGINAL:- Magalhães Bastos, Estado da Guanabara, 29 de Setembro de 1970.......... WALTER DE AMORIM – 1º Ten. Resp. Aj-Sec