domingo, 25 de setembro de 2011

Relato de Problema

Pela segunda vez em trinta dias, um problema com o botão de partida se sucedeu com nosso Jeep Willys 1942.
Gostaria muito que as sugestões para evitar a repetição fossem enviadas ao meu endereço eletrônico privado.

Eis a descrição aproximada do que acontece:
A viatura está desligada, com combustível suficiente, e com a ignição na posição OFF. A seguir, a ignição é colocada na posição ON e os instrumentos no painel assumem sua situação padrão. Percebe-se movimentação apenas no medidor de combustível, que sai da posição de descanso.
A bateria está carregada, e o veículo está pronto para ser ligado. Na primeira tentativa o Jeep funciona perfeitamente, todos os instrumentos funcionam como deveriam. A viatura é então desligada.
Ao dar nova partida, o medidor de combustível vai a zero, a cada vez que se aperta o botão de ignição no assoalho. Não há nenhum ruído mecânico, e supõe-se, tão somente, que ocorre algum tipo de curto-circuito.
O botão de partida tem acesso difícil por trás do painel, e seus parafusos, cabos e contatos ficam afastados do alcance das mãos. Com alguma dificuldade, todavia, e removendo a bobina de seu lugar, é possível fazer manutenção, afastando os contatos, apertando os parafusos, etc.. E é claro que isto já foi feito.
Se eu insisto com a partida, a cada nova tentativa o medidor de combustível vai a zero, novamente mostrando algum curto. Se insistir ainda mais, o botão de partida no piso, que é de metal, começa a esquentar muito, evidenciando algo errado.
Abrindo o cofre do motor, é possível perceber que um dos cabos que vai ao motor de partida fica bem quente, e a bobina, mais ainda. Medindo a bateria, percebe-se que ela continua bem, com carga.
A única maneira do veículo funcionar, nestas condições, é colocando na rua e pegando “no tranco”. Curiosamente, depois que isto acontece, é possível ligar e desligar a viatura várias vezes, como se nada tivesse acontecido.
Minha percepção, que certamente será considerada equivocada por muitos, é de que pode haver um problema não com o botão de partida no piso ou a bobina, mas com o motor de partida, que por um motivo qualquer fica travado e “descola” após o tranco.
Quaisquer sugestões serão benvindas...


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Sugestão de Fabrizio Haas


Vitor, pelo seu relato, acredito que seja o motor de partida sim. Ele pode estar trancado, dai quando você pisa no botão de partida ele não sai do lugar, causando sobre-aquecimento no botão de partida. 


Depois que você faz o Jeep pegar no tranco ele deve soltar e voltar a posição original, fazendo com que o Jeep funcione normalmente. Tanto pode ser o solenóide quando as engrenagens que podem estão emperrando, talvez por desgaste ou desalinhamento. Se estiver desalinhado é porque o motor de arranque está mal parafusado, retire ele, aproveite para ver se o solenóide abre e fecha normalmente e cheque se a engrenagem na ponta apresenta desgaste ou marcas irregulares, e com uma lanterna veja como está a cremalheira dentro do motor do Jeep. Você pode aproveitar para passar um WD-40 nas partes móveis e ver se não existe nada enferrujado ou sujo impedindo o funcionamento. Se for o solenóide, mande o motor de arranque para um especialista.

sábado, 30 de julho de 2011

Aniversário do Jeep

23 de julho é uma data muito especial para quem gosta de automóvel e de seu desenvolvimento.
Dentro da relativamente longa história do veículo automotor – que registra oficialmente 125 anos, alguns modelos fizeram a diferença e foram capazes de mudar o seu rumo. Facilmente podemos citar o Ford modelo T, o VW Sedan/Fusca e o nosso velho e conhecido Jeep, dentre outros. Se estreitarmos o foco para veículos com tração 4x4 ou militares, o principal ícone dessa narrativa é, indiscutivelmente, o Jeep, independente de sua versão, tipo ou modelo. Um carro diferente para os padrões de sua época de criação, mas que empolgou – e ainda empolga, a todos que tiveram contato com ele e seus descendentes. Porém, toda a lenda tem sua magia, e a do Jeep não foge a essa regra.
No melhor estilo Rei Arthur ou São Jorge, sua data de nascimento é nebulosa, confusa e imprecisa, cheia de histórias e contos transmitidos de geração a geração, com provas que ora confirmam a sua existência ou, ainda, com uma nova e emocionante versão desta, que consolidam a personalidade de um verdadeiro mito. Nem a origem do nome "Jeep" é precisa (imagine ainda como é o seu DNA, que vem de ancestrais com alcunha estranha, tais como Quad, Pigmy ou Bantam, sem falar nos Dana, Spicer ou Continental...).
Mas, voltando à realidade dos fatos e à época de seu nascimento, havia uma enorme quantidade de protótipos de larga escala e uma verdadeira "briga" entre Bantam, Willys e Ford, sobre a sua paternidade. Com tudo isso, fica difícil dizer quando realmente nasceu o primeiro "Jeep de verdade" (os MA's e Quad's podem ser considerados ancestrais pré-históricos, e os GPW só em 1942...).
Após uma pequena pesquisa, entendemos que uma data poderia ser identificada como a de sua "certidão de nascimento", que seria então a de 23 de julho de 1941. Nessa data, o Corpo de Intendência do Exército dos EUA concedeu a Willys-Overland Motors Inc. o contrato para fabricação do Jeep, com um pedido inicial de 16.000 veículos. A partir daí, os Willys MB começaram a ser produzidos em série, e o resto da história todos nós conhecemos. Passados 70 anos, amanhã é 23 de julho. Longe de querer criar uma data comemorativa, dia mundial ou coisa do gênero, o Jeep Clube do Brasil convida você para uma reflexão sobre aqueles tempos (o contexto do mundo de então e as necessidades da época), a importância do Jeep no desenvolvimento econômico do pós-guerra, chegando até a atualidade, com todas as preocupações ambientais e os desafios relacionados com a sustentabilidade de nossa atividade – seja ela de preservação das velhas viaturas ou da prática do que hoje conhecemos como off-road. Obviamente, a melhor forma de fazer essa reflexão é tirar o seu Jeep da garagem, independente do tipo ou modelo. Rode com ele alguns quilômetros, encontre seus amigos, faça novos amigos, conte sua história...
Afinal, Jeep só existe um.
Jeep Clube do Brasil - 30 anos

E vejam ainda a observação especial que Pinotti, nosso grande amigo e entusiasta, fez a respeito:
Amigos, para mim o primeiro Jeep foi o Batan Blitz Buggy, logo apelidado de Old Number One, apresentado ao mundo no campo de teste do exército em Holabird, Maryland em 23 de setembro de 1940. Então essa deveria ser a data de nascimento do Jeep.
Seguem texto e fotos, incluindo a foto do pai da criança, o Sr Karl Prosbt, o primeiro à esquerda.
Only two companies entered: American Bantam Car Company and Willys-Overland Motors. Though Willys-Overland was the low bidder, Bantam received the bid, being the only company committing to deliver a pilot model in 49 days and production examples in 75. Under the leadership of designer Karl Probst, Bantam built their first prototype, dubbed the "Blitz Buggy" (and in retrospect "Old Number One"), and delivered it to the Army vehicle test center at Camp Holabird, Maryland on September 23, 1940. This presented Army officials with the first of what eventually evolved into the World War II U.S. Army Jeeps: the Willys MB and Ford GPW.

domingo, 3 de julho de 2011

Veterano lança livro

O link abaixo noticia o lançamento do livro "Pensamentos", de nosso amigo e veterano da Força Expedicionária Brasileira (FEB) José Marino, 91 anos. Estivemos com ele e sua família e nos sentimos parte dela. Somos gratos pela receptividade e continuamos com nosso compromisso de fazer o melhor possível pela memória de milhares de brasileiros(as) que lutaram na Segunda Guerra Mundial, sem o devido reconhecimento de sua Pátria.

Durante o evento, colocamos José Marino em contato com o Ten-Brigadeiro Rui Moreira Lima, 92 anos, nosso grande amigo do "Senta a Pua". Foi emocionante.

Avante José Marino !!

domingo, 26 de junho de 2011

New books

Women at War 1939-45 (Men-at-Arms) [Paperback]
By: Jack Cassin-Scott, Angus McBride

The M-1 Helmet of the World War II GI [Hardcover]
By: Pieter Oosterman

Brazilian Expeditionary Force in World War II (Men-at-Arms) [Paperback]
By: Ricardo Bonalume Neto, et al

Jeeps 1941-45 (New Vanguard) [Paperback]
By: Steven Zaloga, Hugh Johnson

GI Collector's Guide, Vol. 2: U.S. Army European Theater of Operations [Hardcover]
By: Henri-Paul Enjames

GI Collector's Guide: Army Service Forces Catalog, U.S. Army European Theater of Operations [Hardcover]
By: Henry-Paul Enjames

domingo, 12 de junho de 2011

O Jeep chegou...

Olá a todos

Gostaríamos de comunicar a todos que, finalmente, após um ano de laborioso esforço de André Koelzer e Alex Gerhardt, temos agora (e desde sexta-feira) o Jeep Willys s/n 174849 DOD 17.9.1942 em nossa garagem, sendo que os primeiros passageiros foram M C Spinosa e Senhora, e Fábio Barato e Senhora. Sendo um dos primeiros condutores, o Sr. Spina.

Durante todos estes dias, os contatos telefônicos com Gerhardt foram de primordial importância para o perfeito funcionamento da viatura. Detalhes do LEGO de adulto, nas próximas mensagens. A primeira viagem ocorreu da Cegonha em Ribeirão Preto, a Jaboticabal, 11.6.2011, 22h30 com baixíssimas temperaturas. Sem capota, com Ana comboiando atrás e sem problemas até Jaboticabal.

Roupa utilizada - parka com liner em lã grossa original de 1944, Olive Drab, com capuz...

Fotos em breve....

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sangue do Brasil Medal

We know an old guy in Araraquara, who was hurt on World War II while fighting with Brazilian soldiers against Axis, in Northern Italy. José Marino has 91 years old, did earn his award but due of a material problem remains today without the "Sangue do Brasil Medal".

Thanks to Milton Basile and his friends, from Sao Bernardo do Campo SP, we are finishing details to a ceremony in Araraquara SP, just to give the medal to Mr. José Marino.

I have some documents at:

Great chances to do that August 22, holiday to remember Araraquara foundation date.

sábado, 4 de junho de 2011

More Movies from Colonna

Mister Marco Cesar Spinosa share with me some videos. These are special because we, brazilians, are on... Check the link, and the correct time to find us during Colonna della Libertá 2011, around Verona(Italy).

We are using two different Dodges 1942, with brazilian flags and old brazilian uniforms from World War II.

Thanks to Giovanni e Lorenzo Sulla, Roberta Minuti e Gabriel Corrado Pontello

http://youtu.be/z_wdpLGk7Fo  ( 3,05 a 3,19 )

sábado, 28 de maio de 2011

DUKW x Dodge

A Dodge 1942 é o novo sonho de consumo aqui. A idéia era termos, no máximo, dois veículos militares antigos em casa. A Dodge, por ser mais pesada, poderia ser conduzida aqui pelo cavalheiro, e o nosso Jeep 1942, um pouquinho mais leve (nem tanto!), pela WAC Nurse da casa.

E falando em Dodge, não dá deixar de para reprisar a história contada pelo Spinosa (ABPVMA), de São Paulo Capital. O artigo foi "repaginado" e algumas fotografias foram incluídas, antes de ser lançado no site do Scribd. Está no formato PDF e pode ser lido a partir do seguinte link:


Bom divertimento.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Continuamos com M606/CJ3B

Abaixo, mais material sobre M606 e CJ3B obtido das mensagens trocadas na lista de discussão do CVMARJ. Aqui, o foco andou sobre as capotas e os pontos de conexão e distinção entre a versão militar e civil.
Bom proveito.



A capota do M 606 é essa aqui no anexo. A do CJ3B varia de acordo com o país. – Ricardo

(nota do blogueiro – obviamente, não colocamos o anexo aqui, basta que o leitor parta para a pesquisa. Em relação a capota, a discussão aponta para diferenças entre a versão militar e a civil)


Olhei a foto em anexo, o jeep que está na foto para mim é um CJ3B. Do que eu sei (e não sei muito), nos M606 o velocímetro é central e não tem diversos relógios. Para mim tanto faz a capota de um e de outro, os dois jeeps são iguais com leves diferenças entre um e outro. Gisele Braga


A grande dica do Kaiser M606 para um CJ é o freio de mão no painel, no alto atravessado. Já um CJ o freio de mão é mais abaixo e o cabo é semelhante ao cabo de guarda chuva. – Leandro.


Tenho fotos de carros que foram dos Paraquedistas aí do Rio. Alguns dos carros alienados vieram para Brasília. A capota que está nas Viaturas Militares é a da foto tirada do site CJ3B. Não entrei no mérito do carro, se CJ3B ou M 606, até porque, sei pouco do GPW, CJ3A e Engesa, mas de M 606 ou CJ3B vcs é que são os doutores meus caros amigos. Quem se interessar pelas fotos dos Jeeps do EB pqd posso scanear, mas acredito que o pessoal do Rio deve ter muitas fotos dos carros do EB por aí. Assim, os carros que vieram do Rio para Brasília, vieram com esta capota. Segue meu arquivo sobre o jeep em questão. Tem uma foto legal, com um M 606 na linha de produção com um cj5 ou m 38.  – Ricardo

(novamente, deixamos de colocar as fotos, já que a intenção é apenas fomentar a pesquisa e há diversos sites especializados no CJ e M606, especialemente no exterior – nota do blogueiro)

M606/CJ3B - mais...

Algumas indagações sobre o M606/CJ3B, reproduzidas da lista CVMARJ e focando basicamente pneus e cor do veículo.

A fama do M 606 é o de ser mesmo duro e pular que nem cabrito. O pessoal da antiga me confirmou que realmente o bicho é pesado. O Zezinho recomenda a retirada de uma lâmina do feixe de molas. Como sou purista achei uma heresia tal pecado. Meu M 606 está com o arranjo original. O Muralha desenvolveu um trabalho bem completo do M 606. Este trabalho estava disponível no site do CVMARJ antes da reestruturação. Eu tenho uma cópia e encaminho a parte que apresenta as alturas do carro e aspectos dos pneus.
Quanto ao motor te confesso que nunca tive a curiosidade de pesquisar sobre a árvore genealógica dele, mas é um bom ponto, assim como o motivo dos pneus 700, para pesquisa.
Vendo a foto de seu jeep vi que o chassis é preto. Este aspecto trás um argumento de que ele é um CJ3B militarizado, ou seja nasceu CJ3B. O chassis do M 606 era verde. Mas na longa vida dele podem ter trocado a cor. Mais um mistério – Paulo


Envio a foto do meu jeep, a pergunta do meu vizinho foi sobre os jeeps da época do meu e da época dos "patinha". Ele perguntou mais especificamente do meu, como surgiu a idéia e como foi adaptado para este jeep considerando que este é mais alto que os outros. Chegou a me perguntar se viriam dos Dodge WC-57 ou se veio da Dodge M37.
Realmente ele me fez pergunta de prova, eu acho que não veio de nenhuma das duas, mas quando eu não tenho certeza não abro a boca. – Gisele


Os M 606 foram usados na guerra do Vietnam. Muita vezes achamos que esta guerra foi apenas entre americanos e vietnamitas. Mas não, teve a França e a Espanha. Existem sites que mostram muitas fotos. Manda uma foto do pneu.
Ricardo


Ontem conversando com um vizinho ele me fez a seguinte pergunta:
- Este teu jipe tem pneus diferentes daqueles da segunda guerra, como foi a engenharia para chegar neste pneu? Adaptaram de um caminhão? Não soube responde, falei a ele que pesquisaria sobre o assunto e depois o responderia. Não consegui pesquisar, por motivos óbvios, ser um preservacionista de M606/CJ3B é cair na desinformação, pois pouco sabemos dos nossos carros. Pesquisar sobre MB42, GPW entre outros fica mais fácil pois existiram guerras que marcaram a atuação deles mas e os M606?  São os "patinhos feios".
Quem puder me ajudar, pois eu não sei qual a engenharia que foi dada aos pneus, sei que o motor veio de uma adaptação de um protótipo de caminhão que foi estudado em 1929 se não me engano (me corrijam se eu estiver errada), mas e os pneus? – Gisele Braga