quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

FBVA 2016

Mensagem da FBVA – Federação Brasileira de Veículos Antigos.
Conforme decidido por unanimidade, em Assembleia Geral Ordinária, realizada em 19 de Abril de 2015, durante realização do XX Encontro Paulista de Autos Antigos, em Campos do Jordão/SP, quanto ao assunto “ajustes dos valores de serviços oferecidos por esta Federação”, informamos abaixo, os novos valores a serem praticados pela FBVA a partir de 01 de Fevereiro de 2016.
Lembrando que, de acordo com decisão da AGO, o índice utilizado é o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), que apresentou o acumulado de 10,54% no ano de 2015.
- Taxa de Filiação de novos clubes: R$249,00
- Trimestralidades FBVA: R$249,00
- Emissão de Certificados de Originalidade: R$111,00
- Emissão de laudos para fins de importação de autos antigos: R$450,00
- Emissão de Passaport FIVA: R$400,00
Aproveitamos para informar que, por recomendação desta Diretoria Financeira, buscando melhor equilíbrio nas receitas e despesas da FBVA, o vencimento de recebimento de emissões de Certificados de Originalidade será alterado. A partir do mês de Fevereiro, todos os Certificados de Originalidade emitidos dentro do mês, terão sua cobrança emitida para vencimento até o dia 15 do mês seguinte, com boleto enviado por e-mail. Desta forma, conseguiremos melhorar nosso fluxo de caixa com melhor controle de nossas receitas.
Alertamos que os vencimentos referentes a trimestralidades, continuarão sendo da mesma forma que ocorriam, conforme datas abaixo informadas, e por meio de boletos de cobrança enviados por e-mail:
1º trimestre: vencimento em 28 de Fevereiro;
2º trimestre: vencimento em 28 de Maio;
3º trimestre: vencimento em 28 de Agosto;
4º trimestre: vencimento em 28 de Novembro.
Por fim, lembramos da necessidade de que o clube esteja adimplente com todas as suas obrigações financeiras junto a FBVA, para solicitação de qualquer serviço por nós prestado.
Sem mais para o momento, agradecemos pela acolhida e nos colocamos a disposição para quaisquer dúvidas que se façam necessárias.
Diretoria Financeira
FBVA – Federação Brasileira de Veículos Antigos

Av. Deusdedith Salgado, 3.600 Loja C – Teixeiras - Juiz de Fora/MG CEP: 36033-000 - Tel.: (32) 3236-1322 / (32) 9 9958-0850

sábado, 7 de novembro de 2015

Colonna della Libertá 2011

A primeira Colonna a gente nunca esquece...



Abril de 2011, Aprile, April.



"Time Brasil" - "Team Brasile"





90 Anos de Toninho Inhan

Homenagem pelo aniversário de Toninho, veterano da FEB residente em Juiz de Fora, MG - produção do dia 07 de Setembro de 2015, com várias passagens do desfile e da reunião, em casa, de todo o pessoal envolvido.



sábado, 5 de setembro de 2015

07 Set 2015 Na Rádio 101

Agradeço ao pessoal da Rádio 101 em Jaboticabal, pelo gentil convite. Foi uma oportunidade única de antecipar aos cidadãos de Jaboticabal o que está por vir no desfile de 07 de Setembro de 2015.

A entrevista, editada com esmero, está disponível no link abaixo. Em auto-avaliação, peço desculpas por deslizes de ordem histórica, mas se deram na tentativa de transformar a narrativa em algo mais palatável.

Grandes expectativas para o dia 07 de Setembro de 2015. A torcida é grande!

Clique no link (click your mouse)

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Brazilian Heroes...

Portuguese/English
(Sorry, the little movie is in Portuguese)

Eis aí um dos heróis que estará conosco na Segunda-Feira, 08h00 - não percam o desfile e a oportunidade de aplaudir um autêntico herói brasileiro....
-
Recebi de um amigo, com um pedido para compartilhar.
O 'teaser' é pequenino, mas já foi o suficiente para deixar meus olhos marejados... Por fortuna do acaso, apareço 'en passant' em 2:25, logo atrás desse grande amigo que Ana e eu temos sempre a nosso lado - José Marino, de 95 anos.
Ele esteve na Itália em 2015, conosco. Ele esteve na Itália em 1944/5 e foi ferido, lutando contra o nazismo. Ele esteve conosco no Desfile de 22 de Agosto em Araraquara e embarcará na "Old Lady/Velha Dama" em 07.9.2015.
Valeu a pena... Valeu muito....

Here is one of the heroes who will be with us on Monday, 8:00 a.m. (07.9.2015 – Independence Day) – don’t miss the parade and the opportunity to applaud an authentic Brazilian hero ...
-
I received this video from a friend, with a request to share.
The 'teaser' is tiny, but it was enough to make my teary-eyed ... Fortunately, I appear ‘en passant’ at 2:25, just behind this great friend that Ana and I always have at our side – Jose Marino, 95 years.
He was in Italy in 2015, with us. He was in Italy in 1944/5 and was wounded, fighting Nazism. He was with us in the August 22 Parade in Araraquara and will embark on our "Old Lady – Dodge WC51" on Sept 07 2015.
Thanks a lot ....
Click on...



quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Sete Setembro 2015

Infelizmente, Ana, eu e 'Belinha', THE JEEP, não estaremos no Sete de Setembro em Brasília.
A logística para movimentação do veículo até São Paulo e os compromissos de ordem profissional, colaboraram para que declinássemos do convite.
Ademais, desde 2010 fazemos a abertura do desfile cívico em Jaboticabal (SP) sendo que, a partir de 2011, com nossos nonagenários amigos 'pracinhas' da FEB, oriundos de Araraquara.
Tornou-se tradição, que se reforçou com o passar dos anos, trazendo para nosso convívio, além dos veteranos da Segunda Guerra, outros amigos 
interessados nessa fase da História Moderna e Contemporânea.

Ana e eu sabemos que nossos amigos antigomobilistas (temáticos, diga-se de passagem) darão conta do recado e apresentarão um belo espetáculo para celebrar os setenta anos do fim do Grande Sofrimento, no Eixo Monumental em Brasília (DF).
Fazemos dos representantes paulistas, nossos procuradores, inclusive para a hora do brinde em honra aos 25.334 brasileiros que cruzaram o Atlântico em 1944.
Parabenizamos a ABPVM (mormente na pessoa de seu Presidente Marcos Renault), o GH-FEB e todos os envolvidos na organização.
Para honrar a história da Força Expedicionária Brasileira, faremos o melhor possível para repetir o sucesso de anos anteriores aqui, na "Athenas Paulista".
Separados, estaremos todos reunidos, pensando e demonstrando que a Cobra continua Fumando...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O Imparcial e Marino

Eis aqui a publicação do Jornal "O Imparcial", de Araraquara. Um artigo de minha lavra em colaboração com a jornalista Célia Pires.
Bom proveito a todos.
-

terça-feira, 10 de março de 2015

Santos! Bye Bye Jeep

Há algo interessante no ar...
É a prática do desapego, seja lá quem for você, aí do outro lado, a ler este post.
Cada um de nós, a nossa maneira, está "colado" a seu Jeep ou Dodge. Adesivado mesmo! E vamos empurrando, sem perceber, o sofrimento para o último minuto...
Se você despachou seu Jeep antes de nós, deve ter algo para contar. Ele não está mais na sua garagem. Como é isso? O que se passa?
Desapego. Santos está chegando, e 25 dias depois, o porto de Livorno...
Se eu passar por isto incólume, terei aprendido tanto. Terei vivido tanto. Terei amado tanto. Terei pensado tanto e valorizado tanto, e reconhecido tanto, especialmente a mulher que me escolheu - pode alguém sofrer mais do que ela com um louco como eu? Tanto, tanto, tanto...
Se passar por tudo isto, serei mais disciplinado, e mais desobediente também, porque não? Apreciarei meus vinhos com mais calma e olharei para o Jeep setentão como olho a mim mesmo, já quase cinqüentão (com trema).
E lá se vai o Jeep de Vitor&Ana... Vinte e cinco dias ao mar, 15 dias em solo italiano, e mais 25 dias de águas salgadas no retorno ao Brasil.
O que é isso? E o que dirá Marino, 95 anos, voando conosco para Montese (ITA), quando subir em nosso Jeep para visitar Monte Castello? E quando chegarmos às encostas onde ele foi ferido por granadas nazistas e se viu obrigado a limpar o sangue de seu amigo morto da peça de morteiro e prosseguir?
Porque será que nós, como ele (mas sob outras circunstâncias), seguimos em frente?
Um Jeep Jaboticabalense (e outros 25!) nos campos de batalha da Força Expedicionária Brasileira...
Saudades de Rui (Senta a Pua, Rui!), beijos em Julinha (sua esposa). Adeus Stéfani (teus filhos vão conosco!),  Martins, olha p'ra nóis aí de cima (taí Carmo, vais perder...), Goulart e Meira, e seus P-47.
Nós temos o exemplo. Cada um de nós que faça bom proveito.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Thanks Italy!


FEVEREIRO 2015

Grato pelo carinho, amigos e amigas da “Colonna della Libertá”, irmãos e irmãs da Itália.



Grazie per il carino, fratelli e sorelli della “Colonna della Libertá”, grazie a tutti gli italiani amici.

Grazie Tracce di Storia, Gotica Toscana, 34 Red Bull e tutti gli altri!!

Traduzione libera per Portoghese.

Introdução/introduzione – Colonna 2015

[ITALIANO]
Questa edizione che celebrerà il 70° anniversario della Liberazione nel centro nord, sarà una edizione speciale sia per le città, sempre nuove che attraverseremo, sia per la presenza della “Colonna della Vittoria” ovvero la presenza di 30 veicoli e oltre 100 brasiliani provenienti dal sud america, per celebrare il loro contingente che fu protagonista della nostra Liberazione; un gruppo, quello brasiliano, che ha sempre stimato ed è sempre stato un grande sostenitore della Colonna della Libertà e dei valori ad essa collegati.
Un evento sempre unico, ricco di emozioni e di persone alle quali siamo affezionati, oramai compagni di avventure in questo nostro cammino; un evento sempre denso di vere rarità storiche e di competenze sempre migliori in termini di restauro e conservazione. E' giunto il momento di mettere in moto....

[PORTUGUÊS]
Esta edição (da Colonna) que celebrará o 70º aniversário da Libertação do Centro/Norte italiano será especial, seja pelas cidades do trajeto, sempre novas, seja pela presença da "Coluna Brasileira da Vitória", com 30 veículos e mais de cem brasileiros que virão da América do Sul para homenagear o seu contingente que foi protagonista da nossa Libertação; um grupo, esse do do Brasil, que sempre respeitou e sempre foi grande defensor da “Colonna della Libertá” e dos valores a ela relacionados.

Um evento sempre único, cheio de emoções e de pessoas a quem somos próximos, agora companheiros de aventuras neste nosso caminho; um evento sempre cheio de verdadeiras raridades históricas, cada vez melhores em termos de restauração e conservação. É tempo de se colocar em movimento...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Monte Castelo 70 Anos

21 de Fevereiro de 2015. Setenta anos, setenta anos. Só fui nascer 21 anos após a grande batalha pela tomada de Monte Castelo, na região da Emília-Romagna italiana. Era 1945 e a Segunda Guerra Mundial estava se aproximando do final.
Monte Castelo ao fundo.
E eis aqui a reflexão momentânea nas entrelinhas da competição radioamadorística ARRL CW (Telegrafia) Contest, após café e o jornal, enquanto Belo Horizonte e outras cidades preparam homenagens aos ‘pracinhas’ pela conquista de Monte Castelo (Norte da Itália), exatos 70 anos atrás. Sim, os ‘pracinhas’, homens da Força Expedicionária Brasileira na Segunda Guerra Mundial, história que tão pouca gente conhece hoje em dia. E nem eram só homens (lembrem as enfermeiras) e muito menos apenas soldados (recordando pilotos do Senta a Pua e Olho Neles, além dos marinheiros).
Estou frente aos rádios (e lá se vão 34 anos), café tomado, girando o ‘dial’ entre ruídos de estática, pontuando uma estação aqui e outra acolá. O Radioamadorismo é uma das portas para o mundo. É preciso uma parada, já que a campainha tocou e o carteiro chamou - correspondência!. O pacote, desfeito, mostra o livro de Durval Lourenço Pereira, “Operação Brasil - O ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial”, enviado pelo amigo Marco C Spinosa (justamente hoje agraciado com a Medalha Mascarenhas de Moraes), e com dedicatória do autor.

Do Carnaval, e a passagem por Sorocaba, nova conexão com o passado e o interesse pelo que se passou com os Brasileiros durante o maior conflito bélico do Século XX. E de repente, o mundo se apequena uma vez mais.
Visitados os parentes, e aproximando-se a hora do retorno para o lar jaboticabalense na quarta-feira de Cinzas, resolvemos visitar Milton Marinho Martins, que conta 93 anos de idade, mas não foi para a Guerra, embora tenha sido preparado para isso pelo Tiro de Guerra em Sorocaba (minha cidade natal).
Milton foi Professor e membro de algumas instituições culturais (inclusive o Gabinete de Leitura Sorocabano, outrora parada diária de meu avô materno), autor do livro “Sorocaba e a Segunda Grande Guerra”.
Em meia hora, descobrimos que parece não haver, a esta altura, nenhum ‘pracinha’ sorocabano vivo - pudera! - já que os mais novos estariam certamente na casa de seus 90 anos de idade. Isto é surpreendente, especialmente se feita a comparação com Jaboticabal, que mandou seis homens para a Guerra e até dois anos atrás ainda contava com pelo menos um sobrevivente.
Da conversa que envolveu os temas históricos pertinentes, vieram outras surpresas a comprovar que “o mundo é tão pequeno”. Ao perguntar meu nome todo, Milton se lembrou de duas passagens envolvendo ancestrais.
Ciente de que meu avô era atuante presbiteriano, curioso e sempre interessado em mais saber, citou que Amin Aidar ia com certa freqüência até a Catedral para ouvir um padre católico famoso pela oratória, de nome Francisco Sancro (ou algo assim). Todavia, não entrava, e acompanhava os sermões das escadarias.
Milton também afirmou ter ouvido de terceiros que meu tio-bisavô materno (acredita minha mãe) era conhecido como Nhonhô Picapau por um motivo peculiar. Para os fogôes a lenha, era preciso ter sempre a madeira cortada em pedaços pequenos, o que dispendia certa mão-de-obra e tempo. Quando procurado em sua casa, a resposta de quem atendia a porta era geralmente algo como “... está a picar pau” ou “... está picando pau”. Pronto, está feita a história.
Subindo para Monte 
E é para a história que voltamos, ao deixar a casa de Milton Marinho Martins. Em algumas placas pela cidade, encontramos os dizeres “Parada de Tropeiros”, e foi assim que Sorocaba começou, 361 anos atrás.
Depois de algumas horas de viagem, deixando pelo caminho Salto, Itu, Indaiatuba, Campinas, Cordeirópolis, Rio Claro, São Carlos, Ibaté, chegamos em Araraquara para o primeiro encontro com o veterano José Marino neste ano. Surpreso e muito feliz, foi logo nos saudando como “comandantes”, já nos colocando para dentro de casa.
Levávamos na bagagem outro fruto da viagem sorocabana. Usamos os serviços da Copiadora Abreu (especializada em arquitetura e engenharia) para escanear e imprimir em tamanho natural, mapa do entorno de Montese, nos Apeninos Modaneses, Norte da Itália. O detalhe é que o tal mapa é original, editado pelas Forças Armadas Americanas em 1944 para uso dos aliados em combate. Com uma cópia, conversamos um pouco mais com o ‘pracinha’ Marino sobre seu trabalho como operador de morteiro, nas frentes de Monte Castelo e Montese.
Em abril próximo, José Marino estará conosco nos mesmos locais que conheceu, sob outras circunstâncias (bem piores!), em 1945. Ele tem memória privilegiada e condição física invejável para alguém que completará 95 anos no Dia Internacional da Mulher - 08 de março. Será a primeira vez que sai do país após a Segunda Guerra Mundial.
Tudo é parte de um evento especial e único, rendendo homenagem apoteótica aos 25.334 homens e mulheres do Brasil que lutaram contra o nazi-fascismo durante a guerra entre 1944 e 1945. Além de alguns veteranos, todos na casa de seus noventa anos, haverá a participação de quase trinta Jeeps e Dodges produzidos entre 1941 e 1945, e que serão transportados do Brasil para a Itália por via marítima patrocinada, visando um roteiro que contemplará, entre os dias 21 e 28 de abril de 2015, parte das cidades que viram os ‘pracinhas’ lutar, então num dos piores invernos europeus em 40 anos (v.g. Camaiore, Massarosa, Bombiana, Monte Castelo, Montese).
Eles merecem, e nosso Jeep Willys MB 1942 estará lá.
Definitivamente, não é possível explicar racionalmente porque tanto interesse nesse período da História do Brasil e Mundial. Mas está aí, aconteceu, as teorias são as mais variadas. Difícil é fazer com que as pessoas entendam a distinção entre a valorização do conceito histórico de verdadeiros heróis, e o envolvimento político a eles relacionado. A tendência é sempre a de misturar os canais, o que acaba prejudicando o resgate dos fatos, soterrados sob as ideologias políticas de quaisquer vertentes.
Ana e eu não desistimos e cremos que a História da Força Expedicionária Brasileira pode e deve ser divulgada, especialmente como forma de homenagear um dos poucos heróis tipicamente brasileiros - o “Pracinha”.
E assim voltamos a 21 de fevereiro de 1945. Era a quarta investida em três meses contra Monte Castelo. A narrativa não precisa se estender, pois há vários artigos e livros disponíveis sobre o assunto, inclusive na “internet”. A intenção aqui, inclusive, não é a de esgotar o tema, mas apenas chamar a atenção para a celebração dos setenta anos da conquista, lembrando que em algum lugar do passado, tivemos “heróis” em ação, como José Marino, que alguns meses depois, foi ferido por estilhaços de granadas nazistas na luta pela cidade de Montese.
Monte Castelo caiu, não sem levar a morte dezenas de brasileiros. E setenta anos se passaram.
Ana e eu tivemos condições de visitar vários locais percorridos pelos “pracinhas” na Itália, a partir de 2010. Nada pode ser mais sublime do que o carinho dedicado pelos italianos aos soldados brasileiros e nada se compara com a alegria deles ao dizerem que “foram libertados por brasileiros”, como se fosse (e foi!) a coisa mais improvável do mundo.
Numa das viagens, estacionamos o carro próximo a Monte Castelo, e iniciamos a caminhada da base ao topo pelo meio do mato, que não é “fechado” como aqui. Bem calçados, sob temperatura amena, e levando nada em peso além da máquina fotográfica, gastamos duas horas para todo o percurso e chegamos cansados. Foi muito fácil imaginar o que esse caminho representou para homens que nunca tinham visto a neve e que enfrentaram o trajeto até o topo sob o fogo cruzado das “Lurdinhas”, carregando dezenas de quilos em uniforme e equipamentos. Muitos deles não foram poupados e se transformaram, como atestam os sobreviventes, nos verdadeiros heróis.
Zocca (ITA)
Este texto expressa nosso reconhecimento aos esforços dos heróis que não voltaram, mas também dos que resistiram a guerra e ao tempo para contar a história como ela foi vista por seus olhos. Não é só Marino, ainda firme em seus 95 anos de vida - são tantos outros que freqüentaram nossa vida e que colaboraram para nosso crescimento como pessoas, gente inesquecível como o Ten-Brig. Rui Barbosa Moreira Lima e sua esposa Julinha, Meirinha, Goulart, Stéfani, Lansillote, Motta, Pires, Zito, Vinícius, Osias, Varela, Areinha, Cruchaki, Buyers, Lincoln, Anselmo, Carlota, Pedro Paz, Inhan, Ruy, Taitson, Medrado, João Garcia, Cláudio... A lista não tem fim!
Ana e eu somos gratos pela opção que fizemos e estamos felizes por sermos reconhecidos, entre os veteranos e seus descendentes, pela defesa de sua valorização como ícones da historiografia contemporânea do Brasil.
Aos 21 de fevereiro de 2015, registramos nosso agradecimento a você, PRACINHA, herói do Brasil.

Setenta Anos da Batalha de Monte Castelo - Força Expedicionária Brasileira.