terça-feira, 28 de julho de 2020

Curso de Museologia

É curso gratuito sem tutoria, mas 'puxado' e pode servir inclusive a colecionadores com acervos um pouco maiores do que habitual.

O melhor de tudo - sem custo e de livre acesso, com certificado.

Muito interessante para as horas livres do 'home office'. E são vários cursos disponíveis, como por exemplo: "TEMOS QUE DAR AULAS REMOTAS... E AGORA? - As aulas presenciais estão suspensas e temos que dar aulas online. São aulas...".

Embora eu já tivesse feito algo em anos passados via ENAP, valeu a redescoberta por conta do curso ligado a Museologia, sugerido por Silmara Kuster
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Enjoy
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https://www.escolavirtual.gov.br/
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Nenhuma descrição de foto disponível.

sábado, 25 de abril de 2020

Italia 75! Viva Montese e Viva a FEB!


(ITA - POR - ENG)
fatto/feito/made for Marcos by Vitor&Ana.
Per/para/for little celebration/zione/ção. Montese MO 25 Apr 2020.
Solenitá/dade/mnity corta/curta/short.
Lettura/Leitura/Reading no/não/not possibile/vel/ble - COVID19.

  


[ ITA ]

Sono trascorsi settantacinque anni e qui celebriamo la Liberazione di questo Paese, uno dei più belli del pianeta e così sofferto in periodo di pandemia. Paese che io e mia moglie abbiamo adottato come seconda patria, stabilendoci esattamente in questa città così rappresentativa per quella nazione che è riconosciuta come la "Seconda Italia" nel mondo - il Brasile.

Parlo adesso a nome dei nostri amici brasiliani, di quello quasi mezzo migliaio che hanno acquistato biglietti, prenotato hotel, sfruttato al meglio le repliche delle divise d'epoca e preparato bagagli con caffè, ‘cachassa’ e anacardi dal lungo viaggio a Montese, per la celebrazione annuale della Forza di Spedizione Brasiliana. La pandemia finora ha bloccato il percorso fisico, ma parte di loro ci sono adesso a la mia voce.

Sono trascorsi settantacinque anni. A questo punto, nell'Aprile 1945, i brasiliani andavano avanti, lasciando quasi un centinaio di vite nella liberazione di Montese. Dopo di che, anno dopo anno, la città ha mantenuto la sua aura, attirando la visita non solo dei turisti interessati al clima o buona cucina ... No, no ... I brasiliani sono tornati a poco a poco e hanno pianto insieme agli italiani nella riscoperta della storia. Venivano da soli, o di tanto in tanto, con "pracinhas" - i loro genitori, zii o nonni o anche solo amici.

Sono trascorsi settantacinque anni. Rui, Inhan, Meira, Goulart, Lansillote, Marino, Stéfani, Motta, Kodama, Moreira, Wolff, Silva, Correa e molti altri ci guardano a noi e per noi dal Acquartieramento Celeste; ce ne sono ancora molti sul piano terrestre, curati con più affetto, sia per quello che hanno vissuto nel 1945, sia per ciò che affrontano in questi giorni, come Anselmo, Leal, Diniz, Junqueira, e la relazione non si ferma.

Sono rimasti indietro settantacinque anni. Ed quá siamo noi, ancora al 25 aprile, fisicamente distanti l'uno dall'altro a causa di requisiti sanitari e legali, ma uniti nel nostro cuore a celebrare Italia nel giorno della sua Liberazione. Quei brasiliani di cui ora ci sono la voce, risuonano all'unisono: Lunga vita all'Italia, Lunga vita al Brasile, ed Viva la Liberazione.

A Cobra Segue Fumando. 

Ci sono Marcos Aurélio, Leila c’è a casa, siamo oggi Montesinos, com la “saudade” virtuale dal Brasile, scrivono Vitor e Ana con il Gruppo Storico della FEB.





[ POR ]

Setenta e cinco anos se passaram e aqui estamos celebrando a Libertação deste país, dos mais belos do planeta e tão sofrido em tempos de pandemia. País que minha esposa e eu adotamos como segunda pátria, fixando domicílio exatamente nesta cidade tão representativa para aquela Nação que é reconhecida como a “Segunda Itália” no mundo - o Brasil.

Falo agora em nome de nossos amigos brasileiros, daquele quase meio milhar que comprou passagens, reservou hotéis, caprichou nas réplicas de uniformes de época, e preparou malas com café, pinga e castanha de caju da longa viagem até Montese, para a celebração anual da Força Expedicionária Brasileira. A pandemia bloqueou a passagem física até aqui, mas parte deles agora é a minha voz.

Setenta e cinco anos se passaram. A esta altura, em abril de 1945, os brasileiros já seguiam em frente, perdendo quase uma centena de vidas na libertação de Montese. Depois disso, ano após ano, a cidade manteve sua aura, atraindo a visita não apenas de turistas interessados no clima ou boa gastronomia… Não, não… Os brasileiros voltaram aos poucos e choraram juntos aos italianos na redescoberta da História. Vieram sozinhos, ou de vez em quando, com ‘pracinhas’ - seus pais, tios ou avós ou apenas amigos.

Setenta e cinco anos se passaram. Rui, Inhan, Meira, Goulart, Lansillote, Marino, Stéfani, Motta, Kodama, Moreira, Wolff, Silva, Correa e tantos outros olham para nós e por nós lá do Acampamento Celestial; há muitos ainda no plano terrestre, cuidados com mais carinho, seja pelo que viveram em 1945, seja pelo que enfrentam nestes dias, como Anselmo, Leal, Diniz, Junqueira, e a relação não para.

Setenta e cinco anos ficaram para trás. E aqui estamos nós, mais uma vez num 25 de Abril, distantes uns dos outros fisicamente por exigências sanitárias e legais, mas unidos de coração para festejar a Itália no dia de sua Libertação. Aqueles brasileiros dos quais agora faço voz, ressoam em uníssono: Viva a Itália, Viva o Brasil, Viva a Libertação.

A Cobra Segue Fumando.

Muito obrigado.

Sou Marcos Aurélio, Leila está em casa, hoje somos Montesinos, com a saudade virtual desde o Brasil, de onde escrevem Vitor e Ana com o Grupo Histórico da FEB.





[ ENG ]

Seventy-five years have passed and here we are celebrating the Liberation of this country, one of the most beautiful on the planet and so suffered in pandemic times. Country that my wife and I adopted as a second homeland, settling in exactly this city so representative for that Nation that is recognized as the “Second Italy” in the world - Brazil.


I speak now on behalf of our Brazilian friends, of those almost half a thousand who bought tickets, booked hotels, made the best with replicas of period uniforms, and prepared baggage with coffee, ‘cachaça’ and cashew nuts tothe long trip to Montese, for the annual celebration of (FEB) Brazilian Expeditionary Force. The pandemic has blocked the physical way so far, but part of them are now my voice.

Seventy-five years have passed. By this time, in April 1945, the Brazilians were already moving on, losing almost a hundred lives to liberate Montese. After that, year after year, the city maintained its aura, attracting the visit not only of tourists interested in the climate or good cuisine ... No, no ... The Brazilians returned little by little and wept together with the Italians in the rediscovery of History. They came alone, or from time to time, with 'pracinhas' - their parents, uncles or grandparents or just friends.

Seventy-five years have passed. Rui, Inhan, Meira, Goulart, Lansillote, Marino, Stéfani, Motta, Kodama, Moreira, Wolff, Silva, Correa and many others look at us and for us from the Celestial Camp; there are still many on the terrestrial plane, cared for with more affection, either for what they lived in 1945, or for what they face these days, such as Anselmo, Leal, Diniz, Junqueira, and the list does not end.

Seventy-five years were left behind. And here we are, again April 25, physically distant from each other due to sanitary and legal requirements, but united in our hearts to celebrate Italy on the day of its Liberation. Those Brazilians of whom I now speak, resonate in unison: Long live Italy, Long live Brazil, Long live Liberation.


The Snake keeps on Smoking.

Thank you very much.

I am Marcos Aurélio, Leila is at home, today we are Montesinos, with virtual ‘saudade’ about Brazil, where Vitor and Ana in behalf of FEB Historical Group.



25 de Abril de 2020 - era para estarmos em Montese, hoje, não fosse a maldição do COVID.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Luto do começo ao fim


O luto do começo ao fim

[ De Rui a Marino, para eles e seus companheiros ]

Não faz tanto tempo.
Em 2004, regressando de celebrações dos 60 anos do Dia-D na Normandia, cruzamos com três pilotos do “Senta a Pua” (voaram os P-47 na Itália durante a Segunda Guerra Mundial) na área de espera do aeroporto Charles de Gaulle em Paris - eram Rui, Meirinha e Goulart. O primeiro nos obrigou carinhosamente a acompanhar celebrações do Grupo já a partir de dezembro do mesmo ano, e ali começou uma bela amizade.
Frequentamos por anos o apartamento de Rui e Julinha em Copacabana, onde nos divertíamos jogando conversa fora. O aprendizado foi enorme, sobre a Guerra e sobre a vida. Era nosso contato inicial com as vidas de brasileiros que atravessaram o Atlântico para combater o nazifascismo em 1944/1945.
Ana e eu transformamos o casal em uma espécie de referência; eram a nossa enciclopédia do “carpe diem”. Nós a caminho dos 40/45 e eles para 90/95 anos de idade!
Seis meses antes de morrer, Rui deixou um recado em nosso telefone celular. Mandou brasa bem a seu estilo perguntando porque nós havíamos esquecido dos velhinhos, indagando retorno imediato, para compartilhar as amenidades da vida - foi prontamente atendido! De 2008 a 2013 nosso convívio pessoal diminuíra por conta das atribulações da vida, mas nos obrigamos a estar com eles algumas vezes, sendo que na última para um almoço inesquecível.
Rui Barbosa Moreira Lima partiu em 13.8.2013, deixando-nos em choque. Dois anos antes, José Marino, veterano da Força Expedicionária Brasileira e morador de Araraquara, lançava um pequeno livro de poesias.
Rui aviador e Marino infante conversaram por alguns minutos ao telefone durante a vernissage, por minha provocação, porque o segundo se lembrava de algumas investidas dos P-47 coordenados pelo primeiro em Montese e Monte Castelo.
A cronologia não se rompeu. De Rui (desde 2004) a Marino (a partir de 2010), continuamos com a curiosidade histórica, (re)introduzida por Hanks e Spielberg em “Resgate do Soldado Ryan” & “Band of Brothers”. O passamento de Rui foi amenizado pela convivência recente com Marino.
José Marino nasceu em 1920, em dia e mês ora dedicado internacionalmente a Mulher. Cresceu no meio agrícola. Viajou com a FEB para o norte da Itália no primeiro escalão, em julho de 1944 e deixou o combate à tirania de lado por apenas quatro dias, após ser ferido pelos nazistas na tomada de Montese (abril 1945).
Não o conhecíamos até metade de 2010, quando nos sentimos preparados a procurar os veteranos ‘pracinhas’ da região (moramos em Jaboticabal - SP) para um trabalho de resgate histórico, após voltarmos de homenagens (abril 2010) aos brasileiros na região onde combateram: Monte Castelo, Montese, Zocca, Abetaia, Pistoia, etc.
Buscamos o primeiro contato com Marino numa noite, provavelmente no segundo semestre de 2010, soando a campainha de sua casa, colorida por dezenas de orquídeas no jardim. Demorou para entender o que queríamos - estamos aqui para agradecer a um veterano - mas após alguns minutos, colocou-nos em sua sala, e a seguir na cozinha, abrindo logo o refrigerador, cortando agilmente queijo e salame, e servindo vinho tinto.
Dali por diante, a relação se estreitou e começamos a tirar Marino de casa com mais e mais frequência - desfiles, exposições, palestras, homenagens, jantares. De uma educação a toda prova, humilde até o último fio de cabelo (e ele tinha bastante), um verdadeiro lord inglês nascido em terras tupiniquins, sempre disposto.
O contato com o público parece ter feito muito bem ao veterano operador de morteiro de infantaria. Os desfiles começaram em agosto de 2011, no aniversário de Araraquara, quando já estávamos com o nosso Jeep 1942, seguindo para a Independência do Brasil, um mês depois em Jaboticabal. E assim, seguiram-se os anos, incluindo participações em Encontros Nacionais de Veteranos da FEB (inclusive no Rio de Janeiro, onde Marino só estivera na época da Guerra).
Foram inúmeros os ‘causos’ com Marino, com muitas curiosidades que valeriam, cada uma delas, crônicas em separado. A ‘jóia da coroa’ veio com a viagem surpresa para a Itália, em 2015 - agendamos passaporte sem ele saber, só foi para a Polícia Federal coletar digitais e clicar a foto, voltando quinze dias depois para segurar, em suas mãos, o documento de viagem, que obviamente o deixou intrigado.
Finalizamos a compra do bilhete aéreo e novamente o surpreendemos, voltando a sua casa para colocar a passagem no meio de seu passaporte e avisá-lo, com cinco meses de antecedência, de que ele embarcaria conosco em abril para Montese e Monte Castelo, onde combatera setenta anos antes. Maria do Carmo, filha de Marino, tão surpresa quanto o pai, quebrou os cofrinhos e nos acompanhou a todos para a bela festa promovida pelos italianos a seis ‘pracinhas’ que, nonagenários, voltavam ao país que só conheciam destruído, no final da guerra.
Logo se instala, para os que acompanharam a narrativa até aqui, o sentimento de injustiça no passamento desses homens e mulheres, porque é a História viva que se replica em si própria, minuto após minuto, dia após dia, por anos.
O tempo passou, a Itália celebrou nossos heróis, os brasileiros resgataram em parte (seja qual for a vertente política de cada um de nós) a beleza desse momento histórico, e aos poucos, como aconteceu com Rui, Lansilotte, Stéfani, Diogo, Gentilini, Meirinha, Correa, Mottinha, Zito, Moreira e tantos outros, eles foram dizendo ‘adeus’ de maneira muito singela, cultivando para os que estavam preparados, o sentimento de que se tratava, de fato, da nossa “The Greatest Generation”.
É nesse contexto que encaramos o “luto do começo ao fim”, porque o luto é a tristeza pela partida, e em seu fim, deve justificar e destacar a vida de quem se vai, não sua morte.
A notícia da viagem de José Marino para o “Bivaque Eterno” nos colheu com espanto em 31.12.2018, a despeito de seu estado de saúde fragilizado. Estávamos em viagem de férias, com pouco acesso a ‘internet’ e ao ingressar no Museu do Dia-D, em Porthsmouth (Inglaterra), a rede gratuita de Wi-Fi transformou o aparelho celular em uma britadeira de bolso que não parava de pulsar.
Sentados, começamos a ler as mensagens que não cessavam, algumas indagando sobre a veracidade das notícias e pêsames. Perdemos nosso chão, era uma etapa que se encerrava, e outra a que se agrega maior responsabilidade, esta como vetores dessa História imperdível de heróis. Não estivemos ao lado de Marino, corpo presente, durante o sepultamento - foi repetição do que aconteceu com Mottinha na mesma cidade, também ausentes. Mas nos sentimos acolhidos e representados por Maria do Carmo e Walney, além de todos nossos amigos que participaram das exéquias no primeiro dia de 2019.
Isso reforça a imagem de José Marino presente, vivo, sorridente, tomando sua taça de vinho tinto seco e orando todas as noites antes do repouso cotidiano.
É assim que deve ser. É assim que começa e é assim que vai terminar, com a esperança de dias melhores e a perpetuação da História dos ‘cobra-fumantes’. É por isto que fazemos o que fazemos, transformando “Belinha” (o Jeep 42) e a reencenação em anzóis de pesca a içar mais curiosos para o “lado iluminado da Força” … Expedicionária Brasileira.
Por Rui Barbosa Moreira Lima, no comecinho, e por José Marino, no finzinho. Por todos os que vieram antes e por todos aqueles que preencheram a lacuna, incluindo Max Wolff, Weber, Gentilini, Meirinha, Moreira e Zito. Pelos que vão continuar nos surpreendendo, como Ivan Alves, Toninho Inhan, Anselmo, Simão, Nestor. Por Junqueira, em São Lourenço MG, que nos atendeu ao celular ainda a pouco, do altos de seus 104 anos e nos tratou quase como netos, sem nunca ter nos visto (ou ouvido) antes. Pelos citados nominalmente, e pelos não citados - com eles não há exclusão - porque a humildade, entre os ‘pracinhas’, quase sempre é palavra de ordem.
As orquídeas queridas de Marino, floridas ao tempo do sepultamento, foram cuidadosamente cortadas e levadas para as cerimônias fúnebres. Não poderia haver, de fato, melhor companhia para o herói ferido pelos nazistas na tomada de Montese em 1945.
Procure um veterano da FEB, bata a sua porta, aperte sua mão e agradeça.
E não se fala mais em morte.
Jaboticabal, 08.1.2019.




domingo, 16 de dezembro de 2018

Marino, going bad


Marino, 98 WW2 Brasil (H)ero(i), lutando, lotta, fighting...
[POR - ITA - ENG]



Boletim Médico, Marino, 98 anos, Herói Brasileiro da Segunda Guerra.

José Marino saiu do hospital (14.12.2018) e voltou para sua casa, com o comprometimento de parte dos rins. Já não deixa mais o quarto e permanece acamado.

Visitamos Marino (15.12.2018) e ele compreendeu tudo. Conversou conosco, sem sair da cama. Estava inchado, por conta da hidronefrose.

Piorou no domingo (16.12.2018) e não será mais internado. Recebeu a visita do médico e está com muita falta de ar. Um tubo de oxigênio será instalado em seu quarto. 

Como em todos os outros 98 anos e 9 meses de vida, Marino luta.

Para todos aqueles que desejarem expressar sua preocupação e sua torcida, deixamos o endereço da família, para um telegrama de pronta recuperação:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO  
ARARAQUARA SP - Brasil
Zip: 14801-420



Medical Bulletin, Marino, 98 years, Brazilian WW2 Hero.

José Marino left the hospital (14.12.2018) and returned to his home, with damage of part of the kidneys. He doesn't leave the room anymore and remains bedridden.

We visited Marino (15.12.2018) and he understood everything we talk. He talked to us without getting out of bed. He was swollen because of hydronephrosis.

He worsened on Sunday (16.12.2018) and will no longer be hospitalized. Received doctor's visit and is feeling severe lack of air. An oxygen tube will be installed in your room.

As in all other 98 years and 9 months of life, Marino struggles.

For all those who wish to express their concern and their care, we leave the family address for a telegram of quick recovery:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO
ARARAQUARA SP - Brazil
Zip: 14801-420



Notizia dal Dottore, Marino, 98 anni, eroe brasiliano della seconda guerra.

José Marino lasciò l'ospedale (14.12.2018) e tornò a casa sua, con perdita di parte dei reni. Lui non lascia più la stanza e rimane costretto a letto.

Abbiamo visitato Marino (15.12.2018) e lui ha capito tutto. Ci ha parlato senza alzarsi dal letto. Era gonfio a causa dell'idronefrosi.

È peggiorato domenica (16.12.2018) e non sarà più ritornato in ospedale. Ha ricevuto la visita del medico ed è molto a corto di fiato. Un tubo di ossigeno verrà installato nella tua stanza.

Come in tutti gli altri 98 anni e 9 mesi di vita, Marino lotta.

Per tutti coloro che desiderano esprimere la loro preoccupazione e i loro carino, lasciamo l'indirizzo di famiglia per un telegramma di recupero rapido:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO
ARARAQUARA SP - Brasile
Zip: 14801-420

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Até Breve, Jovino (FEB)

Mais um Herói-Amigo seguiu para o Bivaque Eterno. 

Jovino Gentilini foi Terceiro-Sargento da Força Expedicionária Brasileira, embarcando com o Primeiro Escalão para a Itália em 02 de julho de 1944, no II/ 1º ROAuR. Voltou ao Brasil em 18 de julho de 1945.

'Pracinha' Jovino Gentilini e Ana, ao lado do
Jeep Willys MB 1942 (FEB)

Desde 2015, Jovino esperava por nós no domingo de encerramento do Classic Car Poços de Caldas, MG.

Era alegria recíproca e ele sempre lembrava que era o único remanescente da cidade a ter combatido no Norte da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Poços de Caldas está mais triste. Ana e eu também, e muito.

Foi no domingo a tarde, após deixarmos o XI Classic Car e seguir para a Rua Piauí, que tivemos contato com a notícia de sua internação na quarta-feira, 01 de agosto 2018.

Com suas filhas, neta e seu primeiro bisneto, de cinco meses, passamos meia hora falando sobre Jovino, fotografando o bisneto ao volante do Jeep Willys MB 1942 padrão FEB, e saímos de lá com a certeza absoluta de que em agosto de 2019, daríamos finalmente uma voltinha de 'capota abaixada'...

Infelizmente, no dia seguinte (06.8.2018), quando já estávamos em Jaboticabal SP, Jovino partiu...

Missão Cumprida!
A Cobra Continua Fumando!!

Alguns 'links' de publicações sobre o passamento de Gentilini:







sábado, 28 de julho de 2018

Barretos & Mário Lemos Ferraz


XV Encontro de AntigoMobilismo em Barretos (Chão Preto)


[Missão Cancelada]


Em 2011 participamos da XI edição do evento e já pensávamos então, em surpreender o único veterano da Força Expedicionária Brasileiro ainda vivo na cidade de Barretos, com uma visita a caráter e com “Belinha”, o nosso conhecido Jeep Willys MB 1942 padrão brasileiro da Segunda Guerra Mundial.

Mário Lemos e Marcos Paulo em visita

Não deu certo à época, mas o desejo de conhecer o ‘pracinha’ Mário Lemos Ferraz permaneceu conosco. Talvez e afinal, o XV Encontro de AntigoMobilismo em Barretos pudesse representar oportunidade ímpar para tal. No entanto, quis o destino que Mário tomasse o caminho do Bivaque Eterno antes da data aprazada, qual seja, neste final de semana de 28 e 29 de julho de 2018.
Enfrentar os 85km de Jaboticabal a Barretos com as viaturas históricas que estão sempre visíveis na garagem de nossa casa seria um novo desafio, por conta da distância e do calor previsto a 33 Graus Celsius. Quando estivemos lá em 2011, no estacionamento do Shopping Barretos, ficamos sob sombra. Hoje em dia, a despeito de nosso enorme carinho pela História da FEB (Força Expedicionária Brasileira), está ficando difícil seguir para esses eventos sem ao menos uma arvorezinha por perto, já que não nos descolamos das viaturas por um momento sequer.
É nossa sina, é nossa vontade. Enquanto pudermos, vamos divulgar a História da FEB e as viaturas históricas servem muito a esse propósito. Já destacamos antes e ratificamos – não nos envolvemos politicamente, nosso foco é a História e um pedacinho de Brasil muito diferente sob a nossa ótica. Moços e moças que cruzaram o Atlântico para combater o nazismo em 1944 e 1945 e foram literalmente ‘dispensados’ no retorno, mas que provocaram a suprema Constituição de 1946, uma das mais pluralistas que este país já teve.
Consultados os organizadores do XV AntigoMobilismo de Barretos, sobre o Ginásio de Esportes “Rochão”, a resposta foi de que haveria uma barraca para os expositores mas os veículos seriam posicionados ao sol. Isso inviabilizou nossa homenagem póstuma e pessoal a Mário Lemos Ferraz, posto que não nos afastamos do Jeep: – ficamos a disposição dos visitantes para fotos e esclarecimentos, e evitamos que crianças mais desavisadas ‘escalem’ a peça de museu.
Minha primeira explicação foi tão curta ao organizador que a impressão passada, equivocada, era de que “Belinha” derreteria sob o sol. Não nos preocupamos com o Jeep, ele já aguentou 76 anos de estrada – o problema somos nós! O sol que bate no metal é o sol que bate na pele, mas a lata não envelhece (mutatis mutantis)…
Enfim, com base na informação da organização, de que não espaço disponível com um mínimo de sombras perto do “Rochão”, relevamos o desafio. MAS – não abandonamos nossos veteranos, que se aproximam de seus aniversários centenários e insistem em nos dar o ar da graça, mês após mês, ano após ano.
Aos que deixam esta existência e partem para o Bivaque Eterno, encontrando a companhia de seus velhos companheiros de armas, nossa homenagem especial. Mário Lemos Ferraz, nossas desculpas pelos “quase” dos últimos quatro anos. Pelo que já escrevemos antes, fica aqui nosso agradecimento, adicionando algumas notas recentes encontradas na rede mundial de computadores.
A todos os ‘pracinhas’, a garantia de que sua História continue sendo contada. Representação máxima, aproxima-se o desfile de Sete de Setembro em Jaboticabal, a ser aberto novamente por Marino e Pires, veteranos de Araraquara, com 98 e 99 anos. Antes disso, deslocaremos os veículos até a cidade deles, para abrir o desfile de aniversário em 22 de agosto. E em nome de todos eles, os que estão entre nós e os que partiram, vamos perfilar as viaturas históricas no Estacionamento do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto em 25 e 26 de agosto, 2018.
E além dos desconhecidos, cujas notícias não nos chegam, está incluído Tilio Bordin, recentemente falecido mas sempre lembrado...

Prof. Marcus Carmo e o 'pracinha" Tílio

A COBRA CONTINUA FUMANDO!!






Da relação “EXCEL” sob minha guarda
Soldado MÁRIO LEMOS FERRAZ
Depósito de Pessoal/FEB 11º Regimento de Infantaria
Embarque para Itália 23/11/44
Retorno ao Brasil 17/09/45

O veterano Mário Lemos, com "Coração Brasil" na manga

Completando com a data de falecimento – 10 de julho de 2018.






Da internet


Vale TV, FaceBook em 12 de julho às 16:45
O ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, senhor Mario Lemos Ferraz, faleceu nesta terça-feira, aos 97 anos de idade, deixando a toda sociedade brasileira um grande exemplo a ser seguido no que diz respeito ao compromisso de cada brasileiro para com a pátria.
Mario Lemos era barretense, teve 8 filhos, 10 netos, 14 bisnetos e uma tataraneta, e teve seu corpo velado no velório municipal com sepultamento no cemitério municipal, em solenidade acompanhada por familiares, amigos e atiradores e autoridades do Exército que vieram render ao ex-pracinha uma última homenagem.


Elisete Greve Tedesco‎ para Por Amor a Barretos!, FaceBook em 10 de julho às 14:57
Filho do casal Ezidoro Lemos da Silva e Maria Ferraz da Silva, Mário Lemos Ferraz nasceu em Barretos em 30 de Maio de 1921.
Contando com 24 anos de idade atendeu convocação do Exército Brasileiro para lutar junto a outros bravos na Segunda Guerra Mundial.
Por cerca de oito meses foi treinado em São João Del Rey por um período aproximado de 8 meses.
Em 21 de novembro de 1944 partiu do Rio de Janeiro para o norte da Itália, onde lutou em Monte Castelo, Montese e Gaba.
Na manhã de 15 de abril de 1945 foi ferido por estilhaços de granada no antebraço esquerdo, sendo atendido hospital militar em Livorno.
Permaneceu na Itália até meados de 1945.
Casado com Nair de Oliveira Lemos, teve 8 filhos: Mário Lemos Ferraz Jr., Paulo de Oliveira Lemos, João de Oliveira Lemos, Aparecida Lemos Macedo, Marly de Oliveira Lemos, Maria Inês Lemos Pinto, Marlene de Oliveira Lemos Borges e Magali de Oliveira Lemos.


Nota [Vitor] – O registro do ferimento, acima, aponta que Mário foi deslocado do Depósito de Pessoal da FEB para a frente de combate. A data é compatível com o avanço dos brasileiros na tomada da cidade italiana de Montese (MO), uma das batalhas mais sangrentas da Força Expedicionária Brasileira.




Texto de Marcos Paulo Torres, no FaceBook em 16 de julho às 03:40
Em 2014, durante conversa com o Amigo, Vitor Santos, fui informado de que na cidade de Barretos/SP ainda havia um Herói, integrante da ilustre FEB - Força Expedicionária Brasileira. Devido ao interesse, o amigo me aconselhou visitá-lo. No dia seguinte, após alguns levantamentos, obtive o endereço do Sr Mário Ferraz Lemos.
Chegando em sua residência, deparei-me com um senhor de 93 anos, baixa estatura, extremamente receptivo e absolutamente lúcido. Inicialmente eu olhava como se o mesmo pertencesse á um grupo de pessoas extraordinárias (continuo com o mesmo olhar), porém, devido sua humildade e generosidade fui me ambientando e assim, demos início a conversa sobre sua participação na Segunda Guerra Mundial, como integrante da FEB.
Relembrou sobre patrulhas, operações, ofensivas, defensivas, a ocasião em que foi ferido, enfim, o dia-a-dia no Teatro de Operações na Itália. Foi gratificante ver os "olhos de menino" daquele Veterano ao relembrar seu feito. Conversamos por horas e seria necessário outras tantas para saciar a empolgação daquele Bravo Guerreiro.
Terminei a conversa com um "Em breve retornarei"..... Não foi possível!
No momento da despedida, segui o conselho do Amigo Vitor Santos..... "Quando encontrar um Veterano de Guerra (leia-se integrante da FEB), aperte-lhe a mão, olhe nos seus olhos e diga-lhe..... OBRIGADO! Foi inesquecível perceber sua emoção pelo reconhecimento de um desconhecido.
Tive a Honra e o privilégio de conhecer o Sr Mário Ferraz Lemos, por muitos esquecido, renegado, descartado; como a maioria dos mais de 25.000 brasileiros enviados ao front europeu.
Essa semana tive a triste notícia do seu falecimento. Que Deus receba mais esse Herói.
"HOUVE UM TEMPO EM QUE O MUNDO PEDIU QUE HOMENS COMUNS FIZESSEM COISAS EXTRAORDINÁRIAS "


28 de julho de 2018

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Coluna da Vitória 2018

Em virtude de viagem a Sorocaba em 01 de julho, para ver família, nossa participação foi mínima na "Coluna da Vítória", no final de tarde.
A atividade tem foco em antigomobilismo temático, com veículos militares antigos, no nosso caso em particular, da Segunda Guerra Mundial.
Mas, ainda que em trânsito, foi especial!!
Primeiro, com o 'pracinha' José Marino de 98 anos, cujo breve depoimento aparece no link abaixo. Ele estava no navio que saiu do Rio em julho de 1944, para a Itália, com o primeiro escalão da FEB.
A seguir, e fechando a tarde, colocamos a 'celula-mater' de nossa coleção de veículos militares históricos (não é bem uma coleção, vá lá...) em movimento. "Belinha" (nome da viúva do veterano Stefani de Jaboticabal) estacionou ao lado da árvore plantada justamente por seu marido (e outros) em agosto de 1945.
Apolítica, nossa manifestação foi absolutamente singela e contou com a presença de três corações - herói José Marino, no bairro do Carmo em Araraquara, com Vitor & Ana em Jaboticabal. Foco 100% numa das mais belas páginas da História do Brasil.
A homenagem, por óbvio, se estende a todos aqueles nomes que não são conhecidos das grandes multidões, e que combateram o nazi-fascismo 74 anos atrás, inclusive na defesa do Litoral, como nosso querido China, que completa 99 anos em dezembro. São tantos que não dá para relacionar, mas nosso contato com o piloto Rui do "Senta a Pua" e o soldado Marino do "Sexto RI" foram (e são) especiais.
História é tudo de bom. Mas cometi um deslize ao mencionar 01, quando o embarque se deu a 02...
Abraços e até a próxima. Segue o link...
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terça-feira, 17 de abril de 2018

2018 Apr Eventi della FEB

[POR] - [ITA]

Por/Da Giovanni Sulla

EVENTOS EM HONRA DA GLORIOSA FEB E ROTEIRO CULTURAL RELATIVO.
MANIFESTAZIONI IN ONORE DELLA GLORIOSA FEB E RELATIVO PERCORSO CULTURALE.


Sabato 21 Aprile  
09.15: Cerimonia Civica, Marginetta (Capelinha) del Deposito Divisionale della FEB - Staffoli
14.00: Concerto Orchestra Teatro Nazionale di Brasilia, Cattedrale di San Zeno - Pistoia
16.30: Cerimonia Civica, Cimitero Votivo Militare Brasiliano di Pistoia - San Rocco


Domenica 22 Aprile
Porretta Terme
11.00: Cerimonia Civica inaugurazione Busto al Maresciallo JB MASCARENHAS DE MORAES
12.20: Concerto Orchestra Teatro Nazionale di Brasilia - sala Comunale del Comune
14.40: PRESENTAZIONE LIBRI - LA FEB SULLA LINEA GOTICA  - FRATELLI SULLA MONTAGNA - IL COBRA STA FUMANDO - PRESSO LA BIBLIOTECA PUBBLICA
Iola di Montese
16.40: Visita al Museo di Iola


Lunedi 23 Aprile
08.40: Omaggio/homenagem hai 3 Coraggiosi Eroi Brasiliani, Precaria Biscaccio
11.20: Omaggio/homenagem Monumento FEB a Castelnuovo di Vergato
15.30: Visita al Castello Mattei Riola


Martedi 24 Aprile
08.40: Cerimonia Civica al Monumento della Liberazione - Guanella
11.00: Omaggio/homenagem Monumento Capellano Frei Orlando - Bombiana
12.20: Omaggio/homenagem Monumento hai 17 Eroi della Abetaia - Abetaia
15.30: Visita al Sito Storico di Monte Castello


Mercoledi 25 Aprile
Festa Nazionale ed Liberazione MONTESE
08.20: Omaggio/homenagem al Monumento Sergente Max Wolff, Riva di Biscia - Maserno
09.50: Montese (MO), Formazione e Sfilata hai vari monumenti Caduti - Alpini - Patrioti - in Largo Brasile - Omaggio/homenagem Monumento alla FEB, Cerimonia Civica e Canzone da parte dei Bambini delle Scuole di MONTESE della Canzone delle Espedizionario (alunos da escola cantam a Canção do Expedicionário) - Santa messa
14.00: Visita al Museo della FEB e sito storico nella Rocca di MONTESE, Concerto della Orchestra del Teatro Nazionale di Brasilia, nella Rocca/Castello di MONTESE
15.45: Visita alle postazioni (trincheiras alemãs) Tedesche della Linea Gotica, LASTA BIANCA - MONTELLO


Giovedì 26 Aprile
10.00: Visita a Collecchio e monumento di Pontescodogna - dove avvene la Resa della 148 Tedesca alle Forze della FEB (onde a 148 Div Alemã se rendeu para a FEB)
11.00: Visita a Fornovo di Taro e Neviano dei Rossi presso la Chiesa dove avvenero le trattative di resa. (Neviano e a igreja onde ocorreram as negociações da rendição)

27 a 29 Aprile
Alcuni brasiliani vanno alla “Colonna della Libertá”, San Miniato, La Spezia, Pisa.

Domenica 29 Aprile
Tortonia
11.30: Raduno e corteo di mezzi militari e autorità / encontro e desfile de carros militares e autoridades
12.00: Scoperta/descerramento la targa/placa dedicata alla FEB ed alle forze alleate/ forças aliadas a Palazzo comunale


[POR]
PARTICIPE, EM HONRA E RESPEITO ÀS GLORIOSAS TROPAs BRASILEIRAS DA Força Expedicionária Brasileira, EM MEMÓRIA DA AMIZADE ETERNA ENTRE BRASIL E ITÁLIA

[ITA]
PARTECIPATE PER ONORE E RISPETTO ALLE GLORIOSE TRUPPE BRASILIANE DELLA FEB IN RICORDO DELL ETERNA AMICIZIA TRA BRASILE E ITALIA

Giovanni Sulla