terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Luto do começo ao fim


O luto do começo ao fim

[ De Rui a Marino, para eles e seus companheiros ]

Não faz tanto tempo.
Em 2004, regressando de celebrações dos 60 anos do Dia-D na Normandia, cruzamos com três pilotos do “Senta a Pua” (voaram os P-47 na Itália durante a Segunda Guerra Mundial) na área de espera do aeroporto Charles de Gaulle em Paris - eram Rui, Meirinha e Goulart. O primeiro nos obrigou carinhosamente a acompanhar celebrações do Grupo já a partir de dezembro do mesmo ano, e ali começou uma bela amizade.
Frequentamos por anos o apartamento de Rui e Julinha em Copacabana, onde nos divertíamos jogando conversa fora. O aprendizado foi enorme, sobre a Guerra e sobre a vida. Era nosso contato inicial com as vidas de brasileiros que atravessaram o Atlântico para combater o nazifascismo em 1944/1945.
Ana e eu transformamos o casal em uma espécie de referência; eram a nossa enciclopédia do “carpe diem”. Nós a caminho dos 40/45 e eles para 90/95 anos de idade!
Seis meses antes de morrer, Rui deixou um recado em nosso telefone celular. Mandou brasa bem a seu estilo perguntando porque nós havíamos esquecido dos velhinhos, indagando retorno imediato, para compartilhar as amenidades da vida - foi prontamente atendido! De 2008 a 2013 nosso convívio pessoal diminuíra por conta das atribulações da vida, mas nos obrigamos a estar com eles algumas vezes, sendo que na última para um almoço inesquecível.
Rui Barbosa Moreira Lima partiu em 13.8.2013, deixando-nos em choque. Dois anos antes, José Marino, veterano da Força Expedicionária Brasileira e morador de Araraquara, lançava um pequeno livro de poesias.
Rui aviador e Marino infante conversaram por alguns minutos ao telefone durante a vernissage, por minha provocação, porque o segundo se lembrava de algumas investidas dos P-47 coordenados pelo primeiro em Montese e Monte Castelo.
A cronologia não se rompeu. De Rui (desde 2004) a Marino (a partir de 2010), continuamos com a curiosidade histórica, (re)introduzida por Hanks e Spielberg em “Resgate do Soldado Ryan” & “Band of Brothers”. O passamento de Rui foi amenizado pela convivência recente com Marino.
José Marino nasceu em 1920, em dia e mês ora dedicado internacionalmente a Mulher. Cresceu no meio agrícola. Viajou com a FEB para o norte da Itália no primeiro escalão, em julho de 1944 e deixou o combate à tirania de lado por apenas quatro dias, após ser ferido pelos nazistas na tomada de Montese (abril 1945).
Não o conhecíamos até metade de 2010, quando nos sentimos preparados a procurar os veteranos ‘pracinhas’ da região (moramos em Jaboticabal - SP) para um trabalho de resgate histórico, após voltarmos de homenagens (abril 2010) aos brasileiros na região onde combateram: Monte Castelo, Montese, Zocca, Abetaia, Pistoia, etc.
Buscamos o primeiro contato com Marino numa noite, provavelmente no segundo semestre de 2010, soando a campainha de sua casa, colorida por dezenas de orquídeas no jardim. Demorou para entender o que queríamos - estamos aqui para agradecer a um veterano - mas após alguns minutos, colocou-nos em sua sala, e a seguir na cozinha, abrindo logo o refrigerador, cortando agilmente queijo e salame, e servindo vinho tinto.
Dali por diante, a relação se estreitou e começamos a tirar Marino de casa com mais e mais frequência - desfiles, exposições, palestras, homenagens, jantares. De uma educação a toda prova, humilde até o último fio de cabelo (e ele tinha bastante), um verdadeiro lord inglês nascido em terras tupiniquins, sempre disposto.
O contato com o público parece ter feito muito bem ao veterano operador de morteiro de infantaria. Os desfiles começaram em agosto de 2011, no aniversário de Araraquara, quando já estávamos com o nosso Jeep 1942, seguindo para a Independência do Brasil, um mês depois em Jaboticabal. E assim, seguiram-se os anos, incluindo participações em Encontros Nacionais de Veteranos da FEB (inclusive no Rio de Janeiro, onde Marino só estivera na época da Guerra).
Foram inúmeros os ‘causos’ com Marino, com muitas curiosidades que valeriam, cada uma delas, crônicas em separado. A ‘jóia da coroa’ veio com a viagem surpresa para a Itália, em 2015 - agendamos passaporte sem ele saber, só foi para a Polícia Federal coletar digitais e clicar a foto, voltando quinze dias depois para segurar, em suas mãos, o documento de viagem, que obviamente o deixou intrigado.
Finalizamos a compra do bilhete aéreo e novamente o surpreendemos, voltando a sua casa para colocar a passagem no meio de seu passaporte e avisá-lo, com cinco meses de antecedência, de que ele embarcaria conosco em abril para Montese e Monte Castelo, onde combatera setenta anos antes. Maria do Carmo, filha de Marino, tão surpresa quanto o pai, quebrou os cofrinhos e nos acompanhou a todos para a bela festa promovida pelos italianos a seis ‘pracinhas’ que, nonagenários, voltavam ao país que só conheciam destruído, no final da guerra.
Logo se instala, para os que acompanharam a narrativa até aqui, o sentimento de injustiça no passamento desses homens e mulheres, porque é a História viva que se replica em si própria, minuto após minuto, dia após dia, por anos.
O tempo passou, a Itália celebrou nossos heróis, os brasileiros resgataram em parte (seja qual for a vertente política de cada um de nós) a beleza desse momento histórico, e aos poucos, como aconteceu com Rui, Lansilotte, Stéfani, Diogo, Gentilini, Meirinha, Correa, Mottinha, Zito, Moreira e tantos outros, eles foram dizendo ‘adeus’ de maneira muito singela, cultivando para os que estavam preparados, o sentimento de que se tratava, de fato, da nossa “The Greatest Generation”.
É nesse contexto que encaramos o “luto do começo ao fim”, porque o luto é a tristeza pela partida, e em seu fim, deve justificar e destacar a vida de quem se vai, não sua morte.
A notícia da viagem de José Marino para o “Bivaque Eterno” nos colheu com espanto em 31.12.2018, a despeito de seu estado de saúde fragilizado. Estávamos em viagem de férias, com pouco acesso a ‘internet’ e ao ingressar no Museu do Dia-D, em Porthsmouth (Inglaterra), a rede gratuita de Wi-Fi transformou o aparelho celular em uma britadeira de bolso que não parava de pulsar.
Sentados, começamos a ler as mensagens que não cessavam, algumas indagando sobre a veracidade das notícias e pêsames. Perdemos nosso chão, era uma etapa que se encerrava, e outra a que se agrega maior responsabilidade, esta como vetores dessa História imperdível de heróis. Não estivemos ao lado de Marino, corpo presente, durante o sepultamento - foi repetição do que aconteceu com Mottinha na mesma cidade, também ausentes. Mas nos sentimos acolhidos e representados por Maria do Carmo e Walney, além de todos nossos amigos que participaram das exéquias no primeiro dia de 2019.
Isso reforça a imagem de José Marino presente, vivo, sorridente, tomando sua taça de vinho tinto seco e orando todas as noites antes do repouso cotidiano.
É assim que deve ser. É assim que começa e é assim que vai terminar, com a esperança de dias melhores e a perpetuação da História dos ‘cobra-fumantes’. É por isto que fazemos o que fazemos, transformando “Belinha” (o Jeep 42) e a reencenação em anzóis de pesca a içar mais curiosos para o “lado iluminado da Força” … Expedicionária Brasileira.
Por Rui Barbosa Moreira Lima, no comecinho, e por José Marino, no finzinho. Por todos os que vieram antes e por todos aqueles que preencheram a lacuna, incluindo Max Wolff, Weber, Gentilini, Meirinha, Moreira e Zito. Pelos que vão continuar nos surpreendendo, como Ivan Alves, Toninho Inhan, Anselmo, Simão, Nestor. Por Junqueira, em São Lourenço MG, que nos atendeu ao celular ainda a pouco, do altos de seus 104 anos e nos tratou quase como netos, sem nunca ter nos visto (ou ouvido) antes. Pelos citados nominalmente, e pelos não citados - com eles não há exclusão - porque a humildade, entre os ‘pracinhas’, quase sempre é palavra de ordem.
As orquídeas queridas de Marino, floridas ao tempo do sepultamento, foram cuidadosamente cortadas e levadas para as cerimônias fúnebres. Não poderia haver, de fato, melhor companhia para o herói ferido pelos nazistas na tomada de Montese em 1945.
Procure um veterano da FEB, bata a sua porta, aperte sua mão e agradeça.
E não se fala mais em morte.
Jaboticabal, 08.1.2019.




domingo, 16 de dezembro de 2018

Marino, going bad


Marino, 98 WW2 Brasil (H)ero(i), lutando, lotta, fighting...
[POR - ITA - ENG]



Boletim Médico, Marino, 98 anos, Herói Brasileiro da Segunda Guerra.

José Marino saiu do hospital (14.12.2018) e voltou para sua casa, com o comprometimento de parte dos rins. Já não deixa mais o quarto e permanece acamado.

Visitamos Marino (15.12.2018) e ele compreendeu tudo. Conversou conosco, sem sair da cama. Estava inchado, por conta da hidronefrose.

Piorou no domingo (16.12.2018) e não será mais internado. Recebeu a visita do médico e está com muita falta de ar. Um tubo de oxigênio será instalado em seu quarto. 

Como em todos os outros 98 anos e 9 meses de vida, Marino luta.

Para todos aqueles que desejarem expressar sua preocupação e sua torcida, deixamos o endereço da família, para um telegrama de pronta recuperação:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO  
ARARAQUARA SP - Brasil
Zip: 14801-420



Medical Bulletin, Marino, 98 years, Brazilian WW2 Hero.

José Marino left the hospital (14.12.2018) and returned to his home, with damage of part of the kidneys. He doesn't leave the room anymore and remains bedridden.

We visited Marino (15.12.2018) and he understood everything we talk. He talked to us without getting out of bed. He was swollen because of hydronephrosis.

He worsened on Sunday (16.12.2018) and will no longer be hospitalized. Received doctor's visit and is feeling severe lack of air. An oxygen tube will be installed in your room.

As in all other 98 years and 9 months of life, Marino struggles.

For all those who wish to express their concern and their care, we leave the family address for a telegram of quick recovery:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO
ARARAQUARA SP - Brazil
Zip: 14801-420



Notizia dal Dottore, Marino, 98 anni, eroe brasiliano della seconda guerra.

José Marino lasciò l'ospedale (14.12.2018) e tornò a casa sua, con perdita di parte dei reni. Lui non lascia più la stanza e rimane costretto a letto.

Abbiamo visitato Marino (15.12.2018) e lui ha capito tutto. Ci ha parlato senza alzarsi dal letto. Era gonfio a causa dell'idronefrosi.

È peggiorato domenica (16.12.2018) e non sarà più ritornato in ospedale. Ha ricevuto la visita del medico ed è molto a corto di fiato. Un tubo di ossigeno verrà installato nella tua stanza.

Come in tutti gli altri 98 anni e 9 mesi di vita, Marino lotta.

Per tutti coloro che desiderano esprimere la loro preoccupazione e i loro carino, lasciamo l'indirizzo di famiglia per un telegramma di recupero rapido:

AV MARIO YBARRA DE ALMEIDA 1019 CARMO
ARARAQUARA SP - Brasile
Zip: 14801-420

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Até Breve, Jovino (FEB)

Mais um Herói-Amigo seguiu para o Bivaque Eterno. 

Jovino Gentilini foi Terceiro-Sargento da Força Expedicionária Brasileira, embarcando com o Primeiro Escalão para a Itália em 02 de julho de 1944, no II/ 1º ROAuR. Voltou ao Brasil em 18 de julho de 1945.

'Pracinha' Jovino Gentilini e Ana, ao lado do
Jeep Willys MB 1942 (FEB)

Desde 2015, Jovino esperava por nós no domingo de encerramento do Classic Car Poços de Caldas, MG.

Era alegria recíproca e ele sempre lembrava que era o único remanescente da cidade a ter combatido no Norte da Itália durante a Segunda Guerra Mundial.

Poços de Caldas está mais triste. Ana e eu também, e muito.

Foi no domingo a tarde, após deixarmos o XI Classic Car e seguir para a Rua Piauí, que tivemos contato com a notícia de sua internação na quarta-feira, 01 de agosto 2018.

Com suas filhas, neta e seu primeiro bisneto, de cinco meses, passamos meia hora falando sobre Jovino, fotografando o bisneto ao volante do Jeep Willys MB 1942 padrão FEB, e saímos de lá com a certeza absoluta de que em agosto de 2019, daríamos finalmente uma voltinha de 'capota abaixada'...

Infelizmente, no dia seguinte (06.8.2018), quando já estávamos em Jaboticabal SP, Jovino partiu...

Missão Cumprida!
A Cobra Continua Fumando!!

Alguns 'links' de publicações sobre o passamento de Gentilini:







sábado, 28 de julho de 2018

Barretos & Mário Lemos Ferraz


XV Encontro de AntigoMobilismo em Barretos (Chão Preto)


[Missão Cancelada]


Em 2011 participamos da XI edição do evento e já pensávamos então, em surpreender o único veterano da Força Expedicionária Brasileiro ainda vivo na cidade de Barretos, com uma visita a caráter e com “Belinha”, o nosso conhecido Jeep Willys MB 1942 padrão brasileiro da Segunda Guerra Mundial.

Mário Lemos e Marcos Paulo em visita

Não deu certo à época, mas o desejo de conhecer o ‘pracinha’ Mário Lemos Ferraz permaneceu conosco. Talvez e afinal, o XV Encontro de AntigoMobilismo em Barretos pudesse representar oportunidade ímpar para tal. No entanto, quis o destino que Mário tomasse o caminho do Bivaque Eterno antes da data aprazada, qual seja, neste final de semana de 28 e 29 de julho de 2018.
Enfrentar os 85km de Jaboticabal a Barretos com as viaturas históricas que estão sempre visíveis na garagem de nossa casa seria um novo desafio, por conta da distância e do calor previsto a 33 Graus Celsius. Quando estivemos lá em 2011, no estacionamento do Shopping Barretos, ficamos sob sombra. Hoje em dia, a despeito de nosso enorme carinho pela História da FEB (Força Expedicionária Brasileira), está ficando difícil seguir para esses eventos sem ao menos uma arvorezinha por perto, já que não nos descolamos das viaturas por um momento sequer.
É nossa sina, é nossa vontade. Enquanto pudermos, vamos divulgar a História da FEB e as viaturas históricas servem muito a esse propósito. Já destacamos antes e ratificamos – não nos envolvemos politicamente, nosso foco é a História e um pedacinho de Brasil muito diferente sob a nossa ótica. Moços e moças que cruzaram o Atlântico para combater o nazismo em 1944 e 1945 e foram literalmente ‘dispensados’ no retorno, mas que provocaram a suprema Constituição de 1946, uma das mais pluralistas que este país já teve.
Consultados os organizadores do XV AntigoMobilismo de Barretos, sobre o Ginásio de Esportes “Rochão”, a resposta foi de que haveria uma barraca para os expositores mas os veículos seriam posicionados ao sol. Isso inviabilizou nossa homenagem póstuma e pessoal a Mário Lemos Ferraz, posto que não nos afastamos do Jeep: – ficamos a disposição dos visitantes para fotos e esclarecimentos, e evitamos que crianças mais desavisadas ‘escalem’ a peça de museu.
Minha primeira explicação foi tão curta ao organizador que a impressão passada, equivocada, era de que “Belinha” derreteria sob o sol. Não nos preocupamos com o Jeep, ele já aguentou 76 anos de estrada – o problema somos nós! O sol que bate no metal é o sol que bate na pele, mas a lata não envelhece (mutatis mutantis)…
Enfim, com base na informação da organização, de que não espaço disponível com um mínimo de sombras perto do “Rochão”, relevamos o desafio. MAS – não abandonamos nossos veteranos, que se aproximam de seus aniversários centenários e insistem em nos dar o ar da graça, mês após mês, ano após ano.
Aos que deixam esta existência e partem para o Bivaque Eterno, encontrando a companhia de seus velhos companheiros de armas, nossa homenagem especial. Mário Lemos Ferraz, nossas desculpas pelos “quase” dos últimos quatro anos. Pelo que já escrevemos antes, fica aqui nosso agradecimento, adicionando algumas notas recentes encontradas na rede mundial de computadores.
A todos os ‘pracinhas’, a garantia de que sua História continue sendo contada. Representação máxima, aproxima-se o desfile de Sete de Setembro em Jaboticabal, a ser aberto novamente por Marino e Pires, veteranos de Araraquara, com 98 e 99 anos. Antes disso, deslocaremos os veículos até a cidade deles, para abrir o desfile de aniversário em 22 de agosto. E em nome de todos eles, os que estão entre nós e os que partiram, vamos perfilar as viaturas históricas no Estacionamento do Shopping Iguatemi Ribeirão Preto em 25 e 26 de agosto, 2018.
E além dos desconhecidos, cujas notícias não nos chegam, está incluído Tilio Bordin, recentemente falecido mas sempre lembrado...

Prof. Marcus Carmo e o 'pracinha" Tílio

A COBRA CONTINUA FUMANDO!!






Da relação “EXCEL” sob minha guarda
Soldado MÁRIO LEMOS FERRAZ
Depósito de Pessoal/FEB 11º Regimento de Infantaria
Embarque para Itália 23/11/44
Retorno ao Brasil 17/09/45

O veterano Mário Lemos, com "Coração Brasil" na manga

Completando com a data de falecimento – 10 de julho de 2018.






Da internet


Vale TV, FaceBook em 12 de julho às 16:45
O ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, senhor Mario Lemos Ferraz, faleceu nesta terça-feira, aos 97 anos de idade, deixando a toda sociedade brasileira um grande exemplo a ser seguido no que diz respeito ao compromisso de cada brasileiro para com a pátria.
Mario Lemos era barretense, teve 8 filhos, 10 netos, 14 bisnetos e uma tataraneta, e teve seu corpo velado no velório municipal com sepultamento no cemitério municipal, em solenidade acompanhada por familiares, amigos e atiradores e autoridades do Exército que vieram render ao ex-pracinha uma última homenagem.


Elisete Greve Tedesco‎ para Por Amor a Barretos!, FaceBook em 10 de julho às 14:57
Filho do casal Ezidoro Lemos da Silva e Maria Ferraz da Silva, Mário Lemos Ferraz nasceu em Barretos em 30 de Maio de 1921.
Contando com 24 anos de idade atendeu convocação do Exército Brasileiro para lutar junto a outros bravos na Segunda Guerra Mundial.
Por cerca de oito meses foi treinado em São João Del Rey por um período aproximado de 8 meses.
Em 21 de novembro de 1944 partiu do Rio de Janeiro para o norte da Itália, onde lutou em Monte Castelo, Montese e Gaba.
Na manhã de 15 de abril de 1945 foi ferido por estilhaços de granada no antebraço esquerdo, sendo atendido hospital militar em Livorno.
Permaneceu na Itália até meados de 1945.
Casado com Nair de Oliveira Lemos, teve 8 filhos: Mário Lemos Ferraz Jr., Paulo de Oliveira Lemos, João de Oliveira Lemos, Aparecida Lemos Macedo, Marly de Oliveira Lemos, Maria Inês Lemos Pinto, Marlene de Oliveira Lemos Borges e Magali de Oliveira Lemos.


Nota [Vitor] – O registro do ferimento, acima, aponta que Mário foi deslocado do Depósito de Pessoal da FEB para a frente de combate. A data é compatível com o avanço dos brasileiros na tomada da cidade italiana de Montese (MO), uma das batalhas mais sangrentas da Força Expedicionária Brasileira.




Texto de Marcos Paulo Torres, no FaceBook em 16 de julho às 03:40
Em 2014, durante conversa com o Amigo, Vitor Santos, fui informado de que na cidade de Barretos/SP ainda havia um Herói, integrante da ilustre FEB - Força Expedicionária Brasileira. Devido ao interesse, o amigo me aconselhou visitá-lo. No dia seguinte, após alguns levantamentos, obtive o endereço do Sr Mário Ferraz Lemos.
Chegando em sua residência, deparei-me com um senhor de 93 anos, baixa estatura, extremamente receptivo e absolutamente lúcido. Inicialmente eu olhava como se o mesmo pertencesse á um grupo de pessoas extraordinárias (continuo com o mesmo olhar), porém, devido sua humildade e generosidade fui me ambientando e assim, demos início a conversa sobre sua participação na Segunda Guerra Mundial, como integrante da FEB.
Relembrou sobre patrulhas, operações, ofensivas, defensivas, a ocasião em que foi ferido, enfim, o dia-a-dia no Teatro de Operações na Itália. Foi gratificante ver os "olhos de menino" daquele Veterano ao relembrar seu feito. Conversamos por horas e seria necessário outras tantas para saciar a empolgação daquele Bravo Guerreiro.
Terminei a conversa com um "Em breve retornarei"..... Não foi possível!
No momento da despedida, segui o conselho do Amigo Vitor Santos..... "Quando encontrar um Veterano de Guerra (leia-se integrante da FEB), aperte-lhe a mão, olhe nos seus olhos e diga-lhe..... OBRIGADO! Foi inesquecível perceber sua emoção pelo reconhecimento de um desconhecido.
Tive a Honra e o privilégio de conhecer o Sr Mário Ferraz Lemos, por muitos esquecido, renegado, descartado; como a maioria dos mais de 25.000 brasileiros enviados ao front europeu.
Essa semana tive a triste notícia do seu falecimento. Que Deus receba mais esse Herói.
"HOUVE UM TEMPO EM QUE O MUNDO PEDIU QUE HOMENS COMUNS FIZESSEM COISAS EXTRAORDINÁRIAS "


28 de julho de 2018

segunda-feira, 2 de julho de 2018

Coluna da Vitória 2018

Em virtude de viagem a Sorocaba em 01 de julho, para ver família, nossa participação foi mínima na "Coluna da Vítória", no final de tarde.
A atividade tem foco em antigomobilismo temático, com veículos militares antigos, no nosso caso em particular, da Segunda Guerra Mundial.
Mas, ainda que em trânsito, foi especial!!
Primeiro, com o 'pracinha' José Marino de 98 anos, cujo breve depoimento aparece no link abaixo. Ele estava no navio que saiu do Rio em julho de 1944, para a Itália, com o primeiro escalão da FEB.
A seguir, e fechando a tarde, colocamos a 'celula-mater' de nossa coleção de veículos militares históricos (não é bem uma coleção, vá lá...) em movimento. "Belinha" (nome da viúva do veterano Stefani de Jaboticabal) estacionou ao lado da árvore plantada justamente por seu marido (e outros) em agosto de 1945.
Apolítica, nossa manifestação foi absolutamente singela e contou com a presença de três corações - herói José Marino, no bairro do Carmo em Araraquara, com Vitor & Ana em Jaboticabal. Foco 100% numa das mais belas páginas da História do Brasil.
A homenagem, por óbvio, se estende a todos aqueles nomes que não são conhecidos das grandes multidões, e que combateram o nazi-fascismo 74 anos atrás, inclusive na defesa do Litoral, como nosso querido China, que completa 99 anos em dezembro. São tantos que não dá para relacionar, mas nosso contato com o piloto Rui do "Senta a Pua" e o soldado Marino do "Sexto RI" foram (e são) especiais.
História é tudo de bom. Mas cometi um deslize ao mencionar 01, quando o embarque se deu a 02...
Abraços e até a próxima. Segue o link...
-

terça-feira, 17 de abril de 2018

2018 Apr Eventi della FEB

[POR] - [ITA]

Por/Da Giovanni Sulla

EVENTOS EM HONRA DA GLORIOSA FEB E ROTEIRO CULTURAL RELATIVO.
MANIFESTAZIONI IN ONORE DELLA GLORIOSA FEB E RELATIVO PERCORSO CULTURALE.


Sabato 21 Aprile  
09.15: Cerimonia Civica, Marginetta (Capelinha) del Deposito Divisionale della FEB - Staffoli
14.00: Concerto Orchestra Teatro Nazionale di Brasilia, Cattedrale di San Zeno - Pistoia
16.30: Cerimonia Civica, Cimitero Votivo Militare Brasiliano di Pistoia - San Rocco


Domenica 22 Aprile
Porretta Terme
11.00: Cerimonia Civica inaugurazione Busto al Maresciallo JB MASCARENHAS DE MORAES
12.20: Concerto Orchestra Teatro Nazionale di Brasilia - sala Comunale del Comune
14.40: PRESENTAZIONE LIBRI - LA FEB SULLA LINEA GOTICA  - FRATELLI SULLA MONTAGNA - IL COBRA STA FUMANDO - PRESSO LA BIBLIOTECA PUBBLICA
Iola di Montese
16.40: Visita al Museo di Iola


Lunedi 23 Aprile
08.40: Omaggio/homenagem hai 3 Coraggiosi Eroi Brasiliani, Precaria Biscaccio
11.20: Omaggio/homenagem Monumento FEB a Castelnuovo di Vergato
15.30: Visita al Castello Mattei Riola


Martedi 24 Aprile
08.40: Cerimonia Civica al Monumento della Liberazione - Guanella
11.00: Omaggio/homenagem Monumento Capellano Frei Orlando - Bombiana
12.20: Omaggio/homenagem Monumento hai 17 Eroi della Abetaia - Abetaia
15.30: Visita al Sito Storico di Monte Castello


Mercoledi 25 Aprile
Festa Nazionale ed Liberazione MONTESE
08.20: Omaggio/homenagem al Monumento Sergente Max Wolff, Riva di Biscia - Maserno
09.50: Montese (MO), Formazione e Sfilata hai vari monumenti Caduti - Alpini - Patrioti - in Largo Brasile - Omaggio/homenagem Monumento alla FEB, Cerimonia Civica e Canzone da parte dei Bambini delle Scuole di MONTESE della Canzone delle Espedizionario (alunos da escola cantam a Canção do Expedicionário) - Santa messa
14.00: Visita al Museo della FEB e sito storico nella Rocca di MONTESE, Concerto della Orchestra del Teatro Nazionale di Brasilia, nella Rocca/Castello di MONTESE
15.45: Visita alle postazioni (trincheiras alemãs) Tedesche della Linea Gotica, LASTA BIANCA - MONTELLO


Giovedì 26 Aprile
10.00: Visita a Collecchio e monumento di Pontescodogna - dove avvene la Resa della 148 Tedesca alle Forze della FEB (onde a 148 Div Alemã se rendeu para a FEB)
11.00: Visita a Fornovo di Taro e Neviano dei Rossi presso la Chiesa dove avvenero le trattative di resa. (Neviano e a igreja onde ocorreram as negociações da rendição)

27 a 29 Aprile
Alcuni brasiliani vanno alla “Colonna della Libertá”, San Miniato, La Spezia, Pisa.

Domenica 29 Aprile
Tortonia
11.30: Raduno e corteo di mezzi militari e autorità / encontro e desfile de carros militares e autoridades
12.00: Scoperta/descerramento la targa/placa dedicata alla FEB ed alle forze alleate/ forças aliadas a Palazzo comunale


[POR]
PARTICIPE, EM HONRA E RESPEITO ÀS GLORIOSAS TROPAs BRASILEIRAS DA Força Expedicionária Brasileira, EM MEMÓRIA DA AMIZADE ETERNA ENTRE BRASIL E ITÁLIA

[ITA]
PARTECIPATE PER ONORE E RISPETTO ALLE GLORIOSE TRUPPE BRASILIANE DELLA FEB IN RICORDO DELL ETERNA AMICIZIA TRA BRASILE E ITALIA

Giovanni Sulla

sábado, 30 de setembro de 2017

XIII EBPVM - Campinas Nov 2017

Agora é oficial! XIII EBPVM no 'site'
da MVPA USA. Venha!
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Now is official! XIII EBPVM in the
MVPA USA Website. Come on!
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C'est officiel! XIII EBPVM sur
le site Web MVPA/USA. Allez!
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C'è ufficiale! XIII EBPVM sul
sito web di MVPA-USA. Vieni!
-
¡Ahora es oficial! XIII EBPVM en el
sitio web de la MVPA USA. ¡Venga!
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http://www.mvpa.org/home/mv-events/

Brazil, November 10 – 12, 2017: XIII Brazilian National Military Vehicle Preservation Meeting at the Ecological Park Monsignor Emilio Jose Salim, one hour from the São Paulo International Airport, Campinas, SP, Brazil, A great opportunity to meet MVP guys from Brazil, with re-enactors, historic vehicles and Brazilian Expeditionary Force (1944/1945) veterans. Contact: Nelson Alberti; nelson@quanta.com.br, cell phone +55 (19) 992048555.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

7º Ribeirão Auto Collection – RAC

7º Ribeirão Auto Collection – RAC
Shopping Iguatemi, Ribeirão Preto, SP Brasil
25 a 27 de Agosto de 2017


Gratidão, reconhecimento e desculpas


Ao “Auto Mogiana”, reiteramos nosso reconhecimento pela organização do evento epigrafado, entendendo que a sétima edição tenha representado evolução em todos os números estatísticos. Foi a primeira vez que conseguimos levar nossas três raridades a um evento aberto em Ribeirão Preto, rodando com todas elas.

Jalmir Duete, sempre brincalhão e de bem com a vida, obrigado pelo carinho e atenção. José Parra, profissional e cuidadoso, agradecemos pelos arranjos. Marcella Costa, somos gratos pela divulgação do setor “Veículos Militares Antigos” nas mídias de seu acesso. Marcella Gago e seu vídeo de divulgação, com um bom pedaço de 'militaria', também somos gratos. Há ainda os anônimos, ou nem tanto, mas que recebem toda nossa gratidão nesta mensagem.

Capítulo especial deve ser dedicado a uma personagem essencial para quem apresenta veículos militares antigos em exposições, e a caráter. Trata-se da Senhora SOMBRA. Embora todos os automóveis mereçam também gozar das benesses dessa ilustre senhora, o fato de permanecermos bastante tempo ao lado das viaturas, trajando uniformes de época não exatamente 'fresquinhos', faz com que nossos pedidos de sombra demandem atendimento privilegiado.

Em 2016, mesmo com um guarda-sol, foi quase impossível sobreviver ao calor e intensidade do sol. Tudo isso mudou em 2017 e não temos como expressar textualmente, o quanto isto ajudou ao grupo dos 'olive-drab' presente no 7 RAC. Foi como passar da água para o vinho... Neste contexto, reforça-se nossa gratidão.

Do “Sexto RI”, grupo ribeiropretano de reencenação histórica, recebemos a visita de Eduardo Castro e seu Jeep Willys MB 1942 “Anezio” (em fase de restauração) para o sábado e domingo, e a companhia foi muito bem-vinda. Maru chegou no finalzinho, só para a carona...

Agradecemos aos fotógrafos em geral, mas em especial a João Silva (Carrossauro) de Monte Alto, Zequinha Gagliardi de Taquaritinga, Yamada-San do HOG Ribeirão Preto, Marcella Costa do Auto Mogiana e Marcella Gago do AutoClassic, Rio de Janeiro.


Passamos agora aos pedidos de desculpas.

Desculpamo-nos por ter descumprido uma 'quase-promessa', de conduzir ao evento ao menos seis viaturas históricas, incluindo um Jeep 1951 da Guerra da Coréia e um caminhão Canadense raríssimo, modelo CMP 1942, usado na Segunda Guerra Mundial. A vida é feita de imprevistos e os proprietários de ambos os veículos se viram as voltas, não por sua culpa, com problemas intransponíveis de ordem pessoal e mecânica. Esta situação certamente prejudicou os organizadores do RAC, mormente quanto ao espaço dedicado e 'não utilizado' pelo setor de militaria. Fizemos o possível para compensar a ausência dos veículos com criatividade e disposição, representando positivamente os sentimentos desses nossos colegas de 'pelotão'.

Desculpamo-nos se, porventura, parecemos rude num ou noutro momento, comportamento decorrente de uma semana anterior verdadeiramente estressante, com Desfile do Bicentenário em Araraquara no dia 22, Expo “Semana do Soldado” no Shopping Jaboticabal de 23 a 25, evento “Dia do Soldado” no Tiro de Guerra 02-018 em 25 pela manhã.

Os maiores deslizes devem ter se configurado, por exemplo, com a ausência da despedida – quando a movimentação das viaturas se inicia, é complicado parar. No entanto, a “Major” Ana parece ter colocado 'panos quentes' nesse meu desvio de conduta, ao ter cumprimentado o presidente do “Auto Mogiana” e sua senhora – estendemos tal gesto simbolicamente a todos os demais.

Faltou também mais tempo para transitar entre os veículos e amigos que já são tantos e tão assíduos aos encontros de mesma natureza; desculpem-nos todos. Por sorte e resultado do trabalho, fomos procurados por muita gente em busca de informação, não apenas da motomecanização militar, mas pela História do Brasil e do Mundo durante o flagelo que foi a Segunda Guerra Mundial. Isso nos ocupou bastante.

Por fim, um breve relato do que foi o 7 RAC para o “Pelotão Jaboticabalense de Viaturas Militares Antigas”.

Viaturas apresentadas históricas em perfeito funcionamento, rodaram sem problemas entre Jaboticabal-Iguatemi-Jaboticabal. Todas com placas pretas, certificadas pela Federação Brasileira de Veículos Antigos e com índices de originalidade variando entre 94 e 97%, integrando o acervo vivo de (a) CVMARJ Clube de Veículos Militares Antigos do Rio de Janeiro, (b) APVMA Associação Paulista de Veículos Militares Antigos, (c) ABPVM Associação Brasileira de Preservação de Veículos Militares, (d) MVPA Military Vehicle Preservation Association USA:

1) Dodge Weapons Carrier WC51 1944 “Aninha”;
O caminhãozinho de dois eixos desta vez foi exibido sem as capotas de lona na traseira ou cabine, que precisam de reforma. Motor seis cilindros, Continental, gasolina.

2) Jeep Willys MB 1942 “Belinha”;
Este é o “carro-chefe” da exposição, primeira viatura recebida em nossa casa, em junho de 2011 e nomeada “Belinha” em homenagem ao veterano ‘pracinha’ Rubens de Stéfani (já falecido); é o nome de sua esposa. Motor quatro cilindros, Go-Devil, gasolina. Estava com a “Summer Top” de lona desgastada, que ajudou contra o sol na ida e na volta.

3) Moto Harley-Davidson WLA 1944 “Maryline”.
Ao contrário das outras duas viaturas, não está caracterizada como “Força Expedicionária Brasileira”. Sua pintura remete a unidades americanas da Segunda Guerra Mundial – U S Army. Motor clássico de dois cilindros em V 45 graus, gasolina, 750 cc.

O Jeep Willys MB 1942 “Anezio”, é de Ribeirão Preto, pertence a Eduardo Castro, em processo de recuperação.


25 de Agosto de 2017 - Sexta-Feira

Após encerrar presença na solenidade de “Dia do Soldado” no Tiro de Guerra em Jaboticabal, por volta de 09h30min, a Dodge seguiu até a Cerâmica Stéfani. Hugo, filho do falecido 'pracinha' da FEB Rubens de Stéfani (desmontava minas terrestres na Guerra), ofereceu-se para conduzi-la a Ribeirão Preto na mesma tarde, e assim o fez, deixando-a para pernoite na Concessionária STECAR.
A noite, após 22h00min, a exposição no Shopping Jaboticabal em homenagem ao centenário do Tiro de Guerra local, foi encerrada. O Jeep e a Harley-Davidson foram deslocadas de volta para casa e preparadas para o 'longo' percurso do dia seguinte.
O leito conjugal nos convenceu ao repouso por volta de 02h00min, já com malas prontas e Jeep carregado.


26 de Agosto de 2017 – Sábado

Alvorada as 05h45min, desobstrução da garagem, retirada das viaturas para a rua, 'check' final, uniformes:

Ana em vestido de algodão padrão listradinho branco e marrom claro, tecido conhecido como “anarruga”, cobertura, sapato marrom de época, tudo réplica fiel do que era usado dentro dos hospitais. Agasalhada com uma capa de lã verde desgastada, original, com 75 anos.

- Vitor com uniforme M43 brim cáqui de Tenente-Coronel USA, em réplica, que equipou os paraquedistas americanos nos desembarques do Dia-D em 06.6.1944, inclusive o 'bibico' na cabeça e a famosa bota “corcoran”. Camiseta branca, suspensórios de algodão. O 'brevet' em metal na jaqueta é original “Sterling” da época da Guerra.

Saída 06h50min, velocidade média de 60 km/hora, temperatura aproximada de 12 graus, uma parada de 10min logo após o pedágio de Sertãozinho.

Chegada 08h30min, estacionamento, distribuição das viaturas, arrancamos os agasalhos (o sol já esquentava), táxi até a STECAR, resgate da Dodge às 09h15min, condução de retorno ao Shopping Iguatemi.

Durante o dia, a Dodge foi sendo movida a medida em que chegaram outros Jeeps mais modernos, e pela ausência do Jeep 1951 e o CMP 1942, que eram esperados e não se apresentaram. A tarde, a Harley-Davidson teve que ser 'espremida' entre os dois Jeeps, para acomodar um calhambeque 1936 na ala competente. A sombra foi nossa “melhor amiga”.

Seguimos para o Hotel por volta de 19h00min, e voltamos para o jantar no Coco Bambu, fechando a noite, e quase 'mortos'.


27 de Agosto de 2017 - Domingo

Alvorada 08h00min – uau! O 'duffel bag' ou saco de viagem ficou cheio novamente, com o princípio do fim, ou seja, o último dia de RAC. Café da manhã, 'check-out' e táxi novamente, para o Iguatemi.

Para uniformes, optamos pelo “coverall” (macacão) em tecido HBT (semelhante ao brim) verde. Réplicas.

Para as mulheres, eram utilizados no atendimento de primeiros socorros aos soldados feridos, próximo a frente de batalha. Ana usou um 'bibico' com uma estrela, identificando se tratar de uma suboficial.

Homens usavam o “coverall” em diversas situações, inclusive para mecânicos, motoristas, intendência, e mesmo combate. O cinto em algodão com os suspensórios M1936 e acessórios, incluindo o coldre para pistola (única peça original da composição), e cantil. “Bibico” em lã fina, escura, com três estrelas em metal, identificando a patente de 'capitão'.

Durante todo o domingo, conversamos com muita gente, inclusive amigos de longa data e aqueles novos, descobertos no Evento. A temperatura mais uma vez subiu a níveis insuportáveis e a cerveja foi consumida com parcimônia, posto que o retorno pelo asfalto estava previsto para 15h00min.

Hugo de Stéfani chegou de Jaboticabal com o nosso mecânico de confiança Oswaldo (Oficina Santo Antônio Jaboticabal). Almoçaram e Oswaldo foi-se embora com o carro 'normal' de Hugo.

Por volta de 15h30min esvaziamos o espaço destinado às viaturas militares históricas, parando no Posto Fiuzza, em frente ao Iguatemi, para abastecimento. A temperatura já estava na casa de 35 graus Celsius, verdadeira ameaça para a saúde humana e dos veículos septuagenários.

Após duas horas de viagem, com duas paradas, a jornada se encerrou em Jaboticabal. Estacionadas as viaturas, é aguardar agora o Sete de Setembro.

O Desfile acontecerá na Rua Rui Barbosa em Jaboticabal, com a presença do Pires (98 anos) da Defesa de Litoral e Fernando de Noronha, e Marino (97 anos), Herói das Batalhas de Montese e Monte Castelo em 1945. Início 08h45min a partir do Ginásio de Esportes em Jaboticabal.

In memoriam’ de Zito, Hugo Correa, Mottinha e Leme.

Até 2018…

A Cobra continua fumando !!